Eduardo Bolsonaro, após ordem para retornar ao RJ, não deixará a PF

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Eduardo Bolsonaro, após ordem para retornar a posto no RJ: Não entregarei meu cargo na PF

O ex-deputado reafirma resistência e diz que manterá a posição na Polícia Federal, mesmo com a portaria que determina o retorno imediato ao posto em Angra dos Reis. O caso envolve decisões da PF, da Câmara e o histórico político e familiar do parlamentar.

Nesta sexta-feira, 2, Eduardo Bolsonaro voltou a dizer que, embora pareça inviável voltar ao Brasil neste momento, não irá entregar o cargo na Polícia Federal. A portaria publicada pela diretoria da PF determina o retorno imediato dele à função de escrivão na delegacia de Angra dos Reis, no litoral fluminense. Em vídeo publicado no X, o ex-deputado assegura que ficará firme e que continuará lutando pelo que considera seu direito e pela sua integridade profissional.

Ficarei firme. Vou lutar pelo meu cargo na PF”, disse, reiterando que não pretende abrir mão dos privilégios e dos direitos que o concurso público lhe conferiu. Em sua fala, ele também criticou o que chamou de perseguição e afirmou que não desistiria de seus privilégios parlamentares para se submeter ao que chamou de caprichos de bajuladores de tiranos que chefiam a PF.

A decisão da PF vem na esteira de uma portaria que determinou o retorno do ex-parlamentar à função a partir de um despacho publicado hoje. O desfecho envolve a cessação do afastamento para o exercício de mandato eletivo de Eduardo Bolsonaro, que passou a valer a partir de 19 de dezembro, após a Câmara dos Deputados declarar a perda de seu mandato por faltas. No entendimento da corporação, o período de afastamento chegou ao fim e o funcionamento normal da carreira pública deve ser retomado.

O cenário atual também envolve a vida pessoal do ex-parlamentar. Eduardo reside no Texas, nos Estados Unidos, desde março de 2025, quando se licenciou da Câmara para, entre outras ações, tentar obstruir, com auxílio da Casa Branca, o julgamento do seu pai no STF. Em 2010–2014, o ex-deputado já ocupou o cargo de escrivão da PF, tendo atuado em unidades em GuajarÁ-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ). A trajetória educacional inclui formação em Direito pela UFRJ.

No vídeo, Eduardo também menciona o retorno de seu pai, Jair Bolsonaro, à carceragem da PF em Brasília, após cirurgias. O ex-presidente recebeu alta no dia 1º e voltou a cumprir a pena de 27 anos ligada aos desdobramentos de sua gestão. As declarações de Eduardo seguem alimentando a narrativa de que há pressões institucionais sobre sua atuação pública, o que ele classifica como perseguição e manipulação de contextos legais.

Entenda o panorama: com a determinação da PF de reverter o afastamento, Eduardo Bolsonaro passa a ter novamente a lotação na delegacia da PF em Angra dos Reis. A Câmara dos Deputados, por sua vez, já declarou a perda de seu mandato em decorrência de faltas, encerrando esse capítulo político e abrindo espaço para disputas institucionais em torno do cargo e das prerrogativas envolvidas. No dia a dia, o que muda para quem convive com essa história é a incerteza sobre o que vem a seguir, tanto para a carreira pública quanto para os desdobramentos familiares que puxam para o noticiário nacional.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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