Quem é Douglas Ruas, escolhido por Flávio Bolsonaro para enfrentar Paes pelo governo do Rio
Nome foi anunciado após reunião entre Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro e Altineu Côrtes, um dos principais dirigentes do PL
Depois de semanas de incertezas e divergências, o governo do Rio anunciou nesta terça-feira o candidato do PL ao governo estadual. Em um encontro que reuniu o governador Cláudio Castro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o importante dirigente do partido Altineu Côrtes, ficou definido o nome que disputará o Palácio Guanabara contra o prefeito Eduardo Paes (PSD. O escolhido foi Douglas Ruas, 34 anos, hoje secretário estadual das Cidades e filho do Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo. O vice ficará com o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP). Castro confirmou a definição, destacando a trajetória de Ruas perto dos municípios do interior e a experiência já acumulada na área.
Na prática, a indicação reforça a ideia de que Ruas chega com um perfil de atuação voltado ao interior e ao dia a dia das cidades. Conforme o comunicado, o secretário das Cidades ganha o respaldo de uma base que busca continuidade em políticas de gestão municipal, aliadas à percepção de renovação. Além disso, a decisão reitera a força do acordo entre os integrantes da base aliada para enfrentar o desafio eleitoral.
Quem é Ruas, segundo o extrato da sua trajetória, é um currículo que mistura formação e vivência pública. Segundo a ficha na Alerj, ele é bacharel em Direito com pós-graduação em Gestão Pública e atua como concursado da Polícia Civil do Estado. Entre 2017 e 2018 atuou como subsecretário de Trabalho de São Gonçalo, depois foi superintendente regional do INEA de 2019 a 2020. Em 2021, assumiu a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo e, no ano seguinte, concorreu a deputado, sendo eleito com mais de 175 mil votos.
No radar político, ainda não está definido se Ruas disputará as eleições indiretas para o mandato-tampão que se estende até o fim de 2026. O cenário de transição fica ainda mais complexo com o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) já tendo deixado o cargo, e com Cláudio Castro projetando sua saída em abril para concorrer ao Senado. Nessa conjuntura, a linha de sucessão gera ruídos entre aliados. De um lado, o governador defende que o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione seja escolhido pela Alerj para o pleito; de outro, o senador Flávio Bolsonaro tende a apostar em Ruas. No dia a dia, esse embate se traduz em conversas, votos e alinhamentos que vão além das aparências.
No fim das contas, a aposta em Ruas acende uma nova etapa no tabuleiro político fluminense: uma tentativa de manter o governo sob a égide da base aliada, ao mesmo tempo em que reconfigura alianças para as disputas que vêm pela frente. E você, leitor, como vê esse movimento impactando a gestão pública no estado?