Lula é desaprovado por 52,5% e fica atrás de Flávio em cenários para presidente, diz pesquisa
O levantamento mostra desaprovação expressiva de Lula, avaliação do governo com maioria negativa e cenários em que Flávio Bolsonaro aparece na liderança, com exceção de um patamar em que Pacheca… quero dizer Tarcísio de Freitas entra na disputa.
No universo das leituras eleitorais, o dado-chave não é pouca coisa: 52,5% desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 43,4% aprovam. Outros 4% não souberam ou não quiseram responder. Além disso, números de outras pesquisas — como Quaest e AtlasIntel — indicam que Lula costuma aparecer na dianteira em cenários de simulação, com gradações diferentes.
Na prática, a avaliação sobre o governo também revela tensões. Pela mesma pesquisa, 31,3% avaliam o governo como ótimo ou bom, 20,2% como regular, enquanto 46% entendem que é ruim ou péssimo. Outros 2,5% não quiseram ou não souberam responder. No dia a dia, o retrato sugere dose significativa de insatisfação, ainda que haja quem veja virtudes em determinadas ações do Executivo.
Em termos de cenário eleitoral, as simulações de primeiro turno trazem números consistentes: Lula fica atrás de Flávio Bolsonaro em várias combinações analisadas, como Ratinho Júnior, Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo. No agregado, Lula costuma registrar algo próximo de 35,9% frente a 37,2% de Flávio.
Por outro lado, quando o quadro muda com outros nomes — por exemplo Ronaldo Caiado no lugar de Ratinho — a distância quase se mantém: 35,3% para Lula contra 35,7% de Flávio. Em cenário com Eduardo Leite, o petista tem 35,4% e o senador 38,7%.
A única exceção que favorece Lula aparece quando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é incluído na disputa. Nesse caso, Lula soma 36,7%, Flávio fica com 34,2% e Tarcísio alcança 9,8%. No fim das contas, esse é o único cenário em que o petista aparece em vantagem.
No segundo turno, a história se repete de modo menos favorável para Lula: ele perde para Flávio Bolsonaro, com 42% contra 48,2%41,4% a 47,4%42,1% contra 45,2%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, o que reforça o caráter técnico dos números divulgados.
Foram ouvidas 2.000 pessoas por telefone, entre 3 e 7 de fevereiro, em uma metodologia tecnológica com nível de confiabilidade de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral é BR-02276/2026. E, no panorama, fica claro que, ao menos neste recorte, o cenário não favorece Lula para o pleito imediato, salvo eventuais rearranjos induzidos por alianças ou novas propostas.
Em resumo, embora haja quem veja sentido em números que o mantenham competitivo, a leitura dominante é de que o adversário Flávio Bolsonaro, com apoio de aliados, consegue manter a dianteira em cenários de primeiro turno; e no segundo, as cartas ainda podem mudar, dependendo de quem entra na disputa. Mas o que isso muda na prática para quem acompanha o dia a dia da política e, principalmente, o resultado que pode impactar a vida cotidiana?