Conselho de Ética arquiva representação contra Lindbergh Farias
Decisão encerra o caso envolvendo o Novo e o PT após votação expressiva no colegiado
Nesta quarta-feira, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por nove votos a três, o arquivamento da representação movida pela bancada do Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), então líder da bancada do PT à época dos fatos. Com a decisão, o processo fica encerrado e não há prosseguimento do tema no colegiado.
A peça foi protocolada em agosto, após Lindbergh acionar a PGR solicitando a instauração de persecução penal contra o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS). O motivo central: van Hattem proferiu um discurso em plenário acusando o STF de “organização criminosa” e atribuindo ao ministro Alexandre de Moraes uma tentativa de golpe de Estado.
Segundo o relator, Lindbergh acionou a PGR contra o colega com o objetivo de garantir a estabilidade das instituições, argumento que embasou a avaliação do colegiado na hora de decidir pelo arquivamento.
No dia a dia da Câmara, a decisão aponta para o fim de um capítulo contornado por posições adversárias, mantendo o foco nas prerrogativas e nos limites institucionais. Na prática, o desfecho impede escalada da disputa entre as bancadas do PT e do Novo, sinalizando que o processo, por ora, não avança.