Caiado promete anistia a Bolso; Zema critica quem se acha acima da lei

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Em ato na Paulista, Caiado promete anistia a Bolsonaro e Zema critica quem se considera acima da lei

Governador de Goiás diz ter “o mesmo objetivo” que Flávio Bolsonaro e o pré-candidato Romeu Zema também mira a Presidência

No domingo em que a região da Avenida Paulista viveu um ato da direita, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), subiu ao palanque com uma promessa que promete provocar reação: a ideia de anistia plena, geral e irrestrita já no primeiro dia de governo, para quem estiver à frente do país, seja quem for o vencedor entre Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, ambos pré-candidatos à Presidência.

Flávio Bolsonaro, saiba que ao meu lado o governador de Minas Gerais (Romeu Zema), estamos com o mesmo objetivo. Aquele que chegar lá, o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita a partir do 1º de janeiro de 2027?”, afirmou Caiado. Além dele, já surgem vozes de apoio entre os opositores que concordam com a leitura de que o novo governo terá de lidar com questões que vão além da economia.

Logo após essa abertura, Caiado lembrou de sua trajetória política e foi direto ao que considera ser o núcleo da segurança pública. “Muitos não me conhecem, mas eu sou o governador do Estado em que bandido não se cria”, disse, relembrando o lema que já marcou sua campanha. Em seguida, o discurso ganhou tom de elogio direcionado a Bolsonaro, destacando que o ex-presidente mobilizou a população de maneira singular, mesmo sem mandato. “Esse homem, em meio a críticas, conseguiu levantar o Brasil e avançar com a defesa da liberdade e da democracia”, completou o governador goiano.

Ainda sem confirmar nomes oficiais para a disputa deste ano, o PSD — partido de Caiado — aparece dividido entre outras duas opções para a corrida ao Palácio do Planalto: o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior. Enquanto o clima interno aguarda por definições, Caiado manteve o tom agressivo com críticas indiretas aos adversários que, na visão dele, teriam “andar nos corredores de Brasília” com uma atitude de tudo pode ser resolvido sem qualquer consequência legal.

No plano nacional, o ato na Paulista reforçou o mantra de oposição ao governo federal e ao Supremo, com o apoio da direita para colocar em foco casos que têm repercussão judicial. O tema escolhido pelo movimento ganhou a alcunha genérica de “Acorda, Brasil”, que tornou público um alinhamento entre críticas ao PT, ao presidente Lula e às decisões do STF por meio de um conjunto de controvérsias envolvendo o cenário do Banco Master.

Por outro lado, o debate passou a ter um desdobramento alternado entre bastidores da política e bastidores da Justiça. A oposição tem usado o que ficou conhecido como o caso Master para pressionar o STF e o governo federal, associando oscilações no banco liquidado pelo Banco Central a tambaladas de poder. O Estadão mostrou uma ligação entre uma unidade de familiares de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, em um contexto que também foi destacado pelo jornal O Globo, que revelou um contrato de cerca de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes. Versões diversas nesse fio de histórias ajudam a moldar a narrativa de acusações e de defesa no terreno da política.

Na prática, a leitura dos atos de domingo aponta para um esforço de consolidar uma frente que se coloca como alternativa à ordem vigente, ao mesmo tempo em que provoca impactos diretos na percepção pública sobre as promessas de governabilidade, lei e ordem e, por que não, de mudança de paradigma institucional. No dia a dia, o tom foi de firmeza e de uma promessa de mudanças rápidas, ainda que sem garantias explícitas de como isso se traduziria na prática.

Em síntese, além do objetivo de marcar posição nos dias que antecedem as eleições, o evento na Paulista deixou claro que o PSD permanece em processo de definição interna, dividido entre nomes que representam faixas diferentes de apoio dentro de um espectro que não aceita ficar à margem do que se desenha para outubro. E, enquanto a agenda de oposição se organiza, os leitores podem esperar por uma campanha em que temas de segurança, corrupção percebida e o papel das instituições ocupam o centro do debate público.

  • Caiado promete anistia ampla para o primeiro ato de governo.
  • Flávio Bolsonaro e Romeu Zema aparecem como pré-candidatos à Presidência.
  • O PSD enfrenta disputa interna entre Eduardo Leite e Ratinho Júnior.
  • A oposição utiliza o caso Master para criticar o STF e o governo.
  • Manifestações destacam a ideia de “Acorda, Brasil” com foco em mudanças institucionais.

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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