Brasil diz que EUA violam a ONU na Venezuela e intervenção deve parar

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Ação militar dos EUA na Venezuela viola Carta da ONU e deve acabar, diz Brasil

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou na terça-feira um ‘bloqueio total’ a navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela.

No cenário internacional, a tensão entre Washington e Caracas ganhou nova dimensão durante a sessão do Conselho de Segurança da ONU. O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, afirmou que a atuação militar norte-americana nas proximidades da Venezuela, somada ao bloqueio naval anunciado recentemente, representa uma violação da Carta das Nações Unidas. Na prática, ele defende que esse tipo de confronto não é o caminho e que as divergências devem ser resolvidas por instrumentos políticos e jurídicos amplamente disponíveis.

Além disso, Danese deixou claro que o Brasil convoca os dois países para um diálogo genuíno de boa-fé e sem coerção, reiterando que o governo do presidente Lula está disposto a colaborar de forma consensual, com consentimento mútuo entre EUA e Venezuela, se necessário. No dia a dia, esse tipo de postura lembra que a região precisa de estabilidade para evitar que tensões seesm inflames além das fronteiras regionais.

Não se trata apenas de uma arena regional: o tema interessa a toda a comunidade internacional, já que um conflito na região poderia repercutir globalmente. O Conselho de Segurança e seus membros, bem como todos os Estados, precisam se empenhar para resolver as diferenças de maneira pacífica, sem temor ou motivações agressivas, reforçou Danese. Em meio a isso, a ideia de uma “perseguição ativa” tem sido mencionada para descrever a atuação das autoridades americanas contra embarcações venezuelanas.

A imprensa norte-americana trouxe relatos de que, em dezembro, dois navios-petroleiros já tinham sido apreendidos. A ação da última temporada estaria ligada a uma embarcação da chamada frota fantasma sancionada, usada pela Venezuela para driblar sanções, com manobras como mudança de bandeira, desligamento de rastreadores e transferências de carga em alto-mar. Segundo Washington, essas embarcações integram redes associadas ao governo de Nicolás Maduro para escoar petróleo no mercado internacional, apesar das restrições.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reagiu, chamando a situação de uma campanha de agressão de terrorismo psicológico e de corsários que atacaram petroleiros. Disse ainda que o país está preparado para acelerar a marcha da Revolução profunda.

Nos Estados Unidos, o mandatário Donald Trump autorizou um bloqueio total a navios-petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela, uma medida que acende o debate sobre o controle de recursos venezuelanos. A Venezuela, por sua vez, depende fortemente das receitas do petróleo para financiar os gastos públicos, o que alimenta a tensão entre as duas nações. Enquanto isso, a presença militar americana no Caribe se intensifica, e ataques contra supostos barcos de tráfico de drogas foram efetuados, resultando em dezenas de mortes, ainda sem provas públicas apresentadas. O governo de Washington também enfrenta escrutínio no Congresso por essas ações. Maduro nega dirigir uma organização terrorista chamada Cartel de los Soles.

No fim das contas, a situação coloca o leitor diante de uma pergunta: quais caminhos pacíficos continuam disponíveis para evitar uma escalada entre potências, e como isso afeta a vida cotidiana de quem está próximo a esse tabuleiro estratégico? A leitura dessas movimentações reforça a ideia de que paz e diálogo entre vizinhos são prioridades reais em um cenário internacional cada vez mais conectad.

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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