Brasil fica em alerta máximo devido a surtos de sarampo na América

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Brasil entra em alerta máximo por surtos de sarampo na América

Só em 2026, foram mais de 7 mil casos registrados em países americanos

O Brasil acompanha com atenção o crescimento de surtos de sarampo em países da América, que coloca o continente em um cenário de alerta. Até o começo de março, a região registrava mais de 7 mil infecções confirmadas, evidenciando a necessidade de manter as medidas de prevenção. Mesmo com a certificação de país livre da doença mantida desde novembro de 2024, o cenário internacional gera preocupação entre especialistas que acompanham a situação de perto.

De acordo com dados reunidos pela imprensa regional, em 2025 foram registrados 14.891 casos da doença em 14 países do continente, com 29 mortes. No Brasil, o registro mais recente aponta 7.145 infecções confirmadas até o dia 5 de março. O primeiro caso do ano no território foi identificado na semana passada, em São Paulo, em uma bebê de seis meses que contraiu o vírus durante viagem à Bolívia, onde ocorre um surto. Ainda assim, autoridades sanitárias destacam que o país não enfrenta, por ora, risco de perder o certificado de zelo ao sarampo, já que não há transmissão sustentada no território.

Para manter o status de livre da doença, a estratégia envolve vigilância ativa e o aumento da cobertura vacinal. O calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) prevê duas doses da vacina: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Embora a adesão à primeira dose tenha chegado a 92,5% no ano anterior, apenas 77,9% das crianças concluíram o esquema no tempo recomendado. A orientação é que pessoas com até 59 anos sem comprovante das duas doses procurem a imunização para regularizar a situação.

Além disso, o Ministério da Saúde tem intensificado campanhas, principalmente nas regiões de fronteira, consideradas mais vulneráveis à entrada do vírus. Em caso de suspeita, o protocolo envolve o que especialistas chamam de bloqueio vacinal, ou seja, imunizar contatos próximos e investigar novos possíveis casos; em situações de risco, bebês entre 6 meses e 1 ano podem receber uma dose zero, embora devam cumprir o calendário regular posteriormente. Se a suspeita é descartada após exames, as ações se encerram; se há confirmação, o paciente e a comunidade ficam sob monitoramento por três meses para descartar novas infecções, encerrando o episódio somente após esse período.

Além disso, eventos de grande porte e a circulação internacional costumam influenciar a disseminação. A Copa do Mundo, por exemplo, com participação de EUA, México e Canadá — países com números expressivos de casos — pode ampliar o fluxo de viajantes e ampliar o risco de contágio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem orientado aeroportos e portos sobre a importância da vacinação antes de viagens internacionais, a fim de reduzir vulnerabilidades.

No cenário interno, a jornalista Eder Gatti, à frente do Programa Nacional de Imunizações (PNI), evidencia desafios de manter o imunizante em alta cobertura: o Brasil possui diversas áreas turísticas — litoral, Amazônia, Pantanal, Foz do Iguaçu — e uma fronteira extensa com várias cidades gêmeas. Com tanta circulação de gente, a recomendação é não abandonar a conversa sobre sarampo e vacinação, adotando ações contínuas para sustentar índices de proteção da população.

No dia a dia, fica a lição prática para cada leitor: manter o cartão de vacinação em dia, ficar atento a é confiável o calendário infantil e, caso haja viagem internacional, considerar atualizar as vacinas com antecedência. No fim das contas, a vigilância contínua e a adesão às doses são as melhores defesas para evitar surpresas no território nacional e manter o Brasil com a proteção adequada contra o sarampo.

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Jornalista

Fernanda Costa

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