Bolsonaro é submetido a cirurgia de hérnia em Brasília

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Bolsonaro passa por cirurgia contra hérnia em Brasília

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O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por mais uma cirurgia nesta quinta-feira (25/12) em Brasília, para a correção de uma hérnia inguinal. A equipe médica informou que a hérnia identificada no lado esquerdo do abdômen ainda estava em estágio inicial, mas os médicos entenderam ser mais oportuno operá-la de imediato. A intervenção durou pouco mais de três horas e transcorreu conforme o esperado, com o médico responsável destacando que o procedimento ocorreu sem intercorrências.

Ao termino do procedimento, o cirurgião Cláudio Birolini confirmou a transferência de Bolsonaro para o quarto e informou que ele seguirá em observação pelos próximos dias, com fisioterapia e outros cuidados de recuperação para evitar complicações, como problemas vasculares ou a geração de coágulos.

No plano da segurança e da logística, a saída do DF Star recebeu autorização sob escolta policial, numa decisão do juiz Alexandre de Moraes, relator da ação no STF. A Polícia Federal ficará com a vigilância durante a internação e ao hospital, mantendo equipes de plantão. Também foi determinada a proibição de entrada de computadores, telefones, celulares ou qualquer equipamento eletrônico no quarto do ex-presidente, que está sob vigilância há 32 dias em Brasília. Apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pôde acompanhar o marido durante a permanência na unidade.

Além disso, Moraes negou um novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa, afirmando que não havia atendimento aos requisitos legais para o benefício, especialmente diante do histórico de descumprimento de medidas cautelares pelo ex-presidente.

A alegação de regularidade na intervenção também está conectada à trajetória médica de Bolsonaro. Esta foi a oitava cirurgia desde o atentado que ele sofreu em 2018, durante a campanha, e a previsão de recuperação é de cinco a sete dias. Nos próximos dias, ele deverá passar por fisioterapia e demais procedimentos para reduzir riscos de complicações, como soluços recorrentes, que os médicos vão reavaliar quanto à necessidade de eventuais novos procedimentos.

No dia a dia, esse desdobramento mostra o ritmo entre saúde e política que envolve a figura pública e seus apoiadores. No fim das contas, cada evolução clínica acaba refletindo não apenas a recuperação do paciente, mas também o cenário político ao redor dele.

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Jornalista

André Santos

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