Bolsonaro evolui, mas alta da UTI ainda não tem data marcada, aponta boletim médico
Ex-presidente permanece sob monitoramento no DF Star (Brasília); boletim aponta recuperação renal e melhoria dos marcadores inflamatórios nas últimas 24 horas
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva para a unidade semi‑intensiva do hospital DF Star, em Brasília, conforme informou a esposa, Michelle Bolsonaro, pelos stories de sua rede social nesta segunda-feira. A mudança de ala ocorreu após ele apresentar melhora dos marcadores da infecção, que segue sendo tratada com antibióticos. No registro, Michelle transmitiu confiança de que o marido superará mais esse momento e agradeceu pelas mensagens de apoio.
De acordo com o boletim médico divulgado pelo DF Star, o ex‑presidente também apresenta recuperação da função renal, sinalizado pela melhoria observada nas últimas horas. Ainda segundo o informe, houve melhora parcial dos marcadores inflamatórios nas últimas 24 horas, o que indica avanço no quadro clínico desde a internação.
Na prática, Bolsonaro permanece sob cuidados médicos intensivos, com terapias respiratória e motora em andamento. A broncopneumonia que motivou a internação, confirmada após exames, atingiu os dois pulmões e decorreu de um episódio de broncoaspiração, conforme o próprio relatório hospitalar. O quadro clínico exige monitoramento contínuo, ainda que haja sinais de estabilização.
A internação ocorreu na última sexta-feira, dia 13 de março, depois que o diagnóstico apontou a necessidade de tratamento mais próximo a um manejo hospitalar. Antes disso, o ex‑presidente já vinha recebendo atendimento no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, o Papudinha, onde, segundo a decisão do STF que autorizou a saída para atendimento médico, ele pôde ser levado ao hospital para avaliação inicial.
- Visitas: autorizadas apenas com consentimento judicial explícito
- Acompanhante permitido: esposa Michelle
- Podem visitar os filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Letícia
- Proteção 24 horas por dia com a presença de, no mínimo, dois policiais militares na porta
- Proibição de aparelhos eletrônicos desnecessários na UTI e no quarto, para evitar interferência no cuidado médico
- Qualquer nova visita depende de autorização judicial específica
Quanto aos desdobramentos legais, Moraes autorizou a saída do ex‑presidente para atendimento médico, mas manteve restrições no regime de monitoramento, e as visitas continuam sob supervisão. A família e a defesa reiteraram pedidos para que Bolsonaro possa cumprir parte da pena em regime domiciliar humanitário, alegando riscos à saúde em ambiente prisional. Por sua vez, Moraes manteve a posição de que as condições atuais da Papudinha asseguram atendimento médico adequado, além de citar a necessidade de evitar riscos adicionais, como o uso da tornozeleira eletrônica em situações de internação.
Entre a família e a defesa, houve cobranças e críticas a decisões anteriores. Em mensagem divulgada pela família, Carlos Bolsonaro sustentou que as medidas do Tribunal violam garantias constitucionais básicas e destacou que afetariam a saúde do pai. Já nesta etapa, novas contestações vieram à tona, com especialistas e apoiadores mantendo o foco na saúde do ex‑chefes de Estado e na possibilidade de uma transição segura para um regime menos restritivo somente quando o quadro clínico permitir.
Do ponto de vista médico, o avanço observado até agora acena com uma tendência de melhoria, mas ainda não há confirmação de alta da UTI. O relatório aponta cautela, destacando que o quadro de broncopneumonia bilateral requer vigilância contínua, bem como continuidade da terapia respiratória e da monitorização de função renal. Enquanto isso, os próximos dias serão determinantes para definir a evolução clínica, bem como a eventual liberação para retornar à rotina hospitalar ou, quem sabe, à Casa de Custódia, sempre com o cuidado necessário à saúde do paciente.
Para quem acompanha de perto o desenrolar, a notícia traz um alívio contido: há sinais de resposta ao tratamento e de estabilização, mas a alta ainda depende de avaliações médicas constantes. No dia a dia, essa passagem pela UTI e a transição para a semi‑intensiva reafirmam a importância de um monitoramento cuidadoso e de uma comunicação clara sobre o prognóstico de um quadro tão complexo.