Aliados sugerem dois nomes para vice-presidente de Flávio Bolsonaro
Os nomes cotados no momento são o da ex-ministra Teresa Cristina e o governador de Minas Gerais Romeu Zema
No tabuleiro político que envolve a chapa de Flávio Bolsonaro, o debate sobre o vice volta a ganhar fôlego, com dois nomes aparecendo com força para compor a dobradinha. Em destaque, Teresa Cristina, ex-ministra da Agricultura e senadora pelo PP (MS), e Romeu Zema, atual governador de Minas Gerais, filiado ao Novo. A aposta, por ora, é manter o foco na construção de uma chapa que reúna base, agro e investidores.
No campo eleitoral, a leitura de uma pesquisa do instituto Meio/ideia aponta Flávio Bolsonaro tecnicamente empatado com Lula no eventual segundo turno: 41,1% contra 45,8%, com uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais. A leitura desperta movimentação entre os partidos de oposição, que já articulam estratégias para viabilizar o novo patamar da chapa com um vice.
Entre os bastidores, a possibilidade de Teresa Cristina ganhar espaço recebe apoio de aliados próximos. A senadora Damares Alves aponta o valor de ter uma mulher na frente da disputa, destacando que Teresa Cristina trouxe uma gestão elogiada como ministra e se mantém como uma parlamentar atuante. Essa leitura reforça a ideia de que a escolha pode ampliar a base de apoio e agregar credibilidade ao conjunto.
Do outro lado, o Novo já colocou à disposição o nome do governador Romeu Zema como alternativa a vice. Um parlamentar do partido próximo ao senador diz que, se essa composição for fechada, pode ser “imbatível”, já que Minas é o segundo colégio eleitoral do país e Zema é visto por muitos como um nome com força de voto suficiente para superar Lula no estado. Além disso, o movimento é visto como sinal positivo para o agro e para o mercado financeiro.
Questionado sobre o momento de definir nomes, o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que ainda é cedo para tratar da lista final. Já o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) reforçou que o Zema é um excelente candidato para a Presidência, o que torna a perspectiva de tê-lo como vice ainda mais atrativa para o grupo.
No fim das contas, a discussão sobre o vice é uma peça-chave que pode impactar a percepção do eleitorado, além de influenciar o ambiente de investimentos e as relações com o agronegócio. Enquanto as conversas avançam, o leitor fica atento aos desdobramentos que podem transformar a composição da chapa e os cenários para 2026.