Col. acus. de matar esposa tentou beij. PM e exigiu retirada da câmera

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Coronel acusado de matar esposa tentou beijar PM e exigiu retirada de câmera corporal

A morte da soldado Gisele Alves Santana, aos 32 anos, desencadeou uma série de denúncias de conduta inadequada contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, conforme apontam os documentos do inquérito. Entre os relatos, uma policial afirma que o oficial tentou beijá-la e ordenou que ela retirasse a câmera corporal durante uma atividade. Uma cabo da Polícia Militar também relatou ao Ministério Público episódios de constrangimento moral e sexual entre julho e novembro de 2025.

Segundo o depoimento, o tenente-coronel explorava a posição hierárquica para se aproximar das servidoras e criar situações a sós. A cabo teria pedido mudança de turno e, após resistir às investidas, acabou transferida para outra unidade. Além desses relatos, houve menção a pedidos de encontros fora do ambiente de trabalho e a insinuações proferidas pelo oficial, que, de acordo com as versões, também conhecia casos semelhantes envolvendo outras colegas.

O advogado da família de Gisele afirmou ter recebido ao menos dez relatos de policiais que descrevem condutas parecidas, com menções a assédio sexual, moral e perseguição. A soma de informações aponta para um histórico de denúncias anteriores envolvendo o oficial: registros feitos por uma ex-companheira em 2009 e 2010, além de uma sindicância da Polícia Militar em 2022. Em uma dessas situações, a Justiça reconheceu o assédio moral e determinou indenização.

No dia a dia, esse conjunto de relatos acende um debate sobre o uso da autoridade e o peso das relações dentro de instituições de segurança. Por um lado, há quem ressalte a importância de apurar rigorosamente cada denúncia para proteger as servidoras e coibir condutas inadequadas. Por outro, a prática exige cautela para não transformar acusações em uma reinterpretation de fatos sem devido acolhimento de provas. A depender dos desdobramentos, o caso pode ter impactos diretos na convivência entre equipes e na confiança da população.

Enquanto os desdobramentos legais avançam, a sociedade acompanha com atenção a resposta das instituições e a garantia de que denúncias como essas recebam tratamento transparente, célere e justo. No fim das contas, o tema aponta para a necessidade de um ambiente institucional em que cargos de comando não sejam usados para intimidar ou constranger colegas de trabalho, promovendo, em vez disso, respeito, segurança e direitos humanos.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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