Aceita denúncia contra tenente-coronel suspeito de matar esposa com tiro

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Justiça aceita denúncia contra tenente-coronel suspeito de matar esposa com tiro na cabeça

Geraldo Leite Rosa Neto agora é oficialmente réu perante a Justiça Militar; defesa alega inocência e diz que caso deveria estar em Vara Criminal comum

Em uma decisão que mantém o caso em evidência, a Justiça Militar de São Paulo aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público e colocou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto no banco dos réus, sob a suspeita de ter assassinado a esposa, a cabo da Polícia Militar Gisele Alves Santana, com um disparo na cabeça. Ele foi preso preventivamente em São José dos Campos, no interior do estado.

A defesa sustenta a inocência e afirma que não houve feminicídio, mas sim suicídio consumado. O advogado Eugênio Malavasi, que representa Rosa Neto, afirmou ter recorrido ao STJ para levar o caso à Justiça Comum. Enquanto isso, o processo permanece em segredo de Justiça na Justiça Militar.

No dia do fato, a polícia foi acionada pelo próprio marido, que relatou que a esposa teria se matado após uma discussão. No entanto, a investigação aponta que houve movimentação no apartamento, registrada por câmeras de segurança, e a perícia encontrou indícios de agressão na região do pescoço. A defesa contesta essas conclusões, mantendo a hipótese de suicídio.

Familiares de Gisele conversaram publicamente sobre o histórico do casal, dizendo que a relação era marcada por brigas e episódios de violência. Enquanto isso, vizinhos teriam ouvido o disparo às 7h28 daquela manhã, e a polícia só foi acionada cerca de meia hora depois. A atuação de policiais da unidade ligada à hierarquia de Rosa Neto também é alvo de questionamentos, com relatos de movimentação que, segundo a apuração, pode ter contribuído para alterações na cena do crime. Além do feminicídio, o caso envolve ainda acusações de fraude processual, segundo a linha de investigação.

Ao longo das apurações, o cenário mudou: o crime passou a ser avaliado sob a lente de homicídio, e o processo corre em segredo de Justiça na Justiça Militar. No fim das contas, o episódio reacende debates sobre como casos de violência doméstica são tratados dentro de estruturas militares e quais caminhos judiciais são mais adequados para cada situação.

No dia a dia, leitores e familiares de vítimas ficam atentos às decisões judiciais e às implicações para a vida pública, buscando clareza sobre responsabilidades e procedimentos diante de tragédias familiares que repercutem na sociedade.

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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