Trump confirma ataque à Venezuela e afirma captura de Maduro

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Trump confirma ataque a Venezuela e diz que Maduro foi capturado; o que se sabe

Relatos de explosões e sobrevoos em Caracas antecederam a declaração de Trump, enquanto a Venezuela denuncia agressão militar

No dia seguinte à captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, passou a pressionar a nova presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para que siga os planos de Washington. Em entrevista à revista The Atlantic, ele indicou que, se Rodríguez não agir com a devida prudência, pagará um preço alto — possivelmente maior do que o de Maduro. No entendimento dele, uma mudança de governo seria preferível à atual condição do país.

Além disso, o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, assegurou que o exército venezuelano mantém apoio a Rodríguez como presidente interina. No sábado, Delcy Rodríguez já havia classificado a operação militar norte‑americana como um sequestro e uma agressão externa. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, indicou que as decisões de Washington vão se apoiar em ações concretas, não apenas em declarações públicas.

Enquanto isso, o alto comando venezuelano confirmou que, durante a operação, houve perdas entre membros de equipes de segurança, bem como entre civis inocentes. A explicação veio com números não informados, o que alimentou o clima de tensão. A imprensa internacional também trouxe relatos conflitantes: o New York Times apontou que um conjunto de apartamentos em Caracas foi atingido e que haveria, ao menos, 40 mortos, sem confirmar se eram civis ou alvos militares. A BBC destacou a dificuldade de verificação independente dessas informações.

No sábado, Trump avançou com relatos na rede social Truth Social de que os EUA teriam realizado um ataque de grande escala contra a Venezuela e que Maduro, junto com a esposa, Cilia Flores, teria sido capturado. O casal foi retirado do país por via aérea e conduzido ao escritório da DEA na cidade de Nova York, antes de seguir para uma base de atendimento e avaliação.

O fato é que as autoridades americanas descrevem a operação, batizada de “Operação Resolução Absoluta”, como algo discreto e preciso, contando com uma ampla mobilização de tropas, inteligência e logística. Segundo o general Dan Caine, presidente do Estado‑Maior Conjunto, tudo foi conduzido com surpresa total e contou com mais de 150 aeronaves. O preparo, afirma ele, envolveu meses de investigações para localizar com precisão o lugar onde Maduro morava e o que consumia no dia a dia. A participação de uma fonte da CIA infiltrada no governo venezuelano também teria contribuído para rastrear o paradeiro do líder antes da captura, segundo reportagens da imprensa internacional e confirmação de parceiros norte‑americanos.

Após a operação, Trump disse ter conversado com Maduro cerca de uma semana antes e ter insistido para que se rendeu. O presidente americano afirmou ainda que houve feridos, mas que não houve mortes do lado dos EUA, e que o desfecho foi assistido como se fosse um programa de televisão pela própria Casa Branca. “O tempo precisava estar perfeito… Quando as circunstâncias mudaram, seguimos adiante”, comentou em entrevistas subsequentes. Ele exaltou a atuação da equipe e afirmou que nenhum país no mundo poderia repetir uma manobra tão precisa.

Em resposta, o governo venezuelano classificou o ataque como agressão militar. Em nota oficial, representantes da Venezuela repudiaram a intervenção e afirmaram que isso ameaça a paz regional, mobilizando forças para manter a ordem pública e defender o território. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, apareceu em Caracas cercado por policiais, convocando o país a manter a calma e a confiança na liderança política e militar para atravessar o momento.

Globalmente, a condenação ao ataque não demorou. China, Irã, Rússia e boa parte dos líderes da região expresaram repúdio, enquanto em alguns cantos da América Latina houve celebração por parte de figuras de oposição. No entanto, a própria região observou uma reação mais contida em relação a uma intervenção que se situava além das fronteiras venezuelanas.

No dia seguinte, seis nações — Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha — publicaram uma nota conjunta que condena a ação unilateral dos EUA, afirma o respeito à soberania venezuelana e pede solução pacífica da crise, sem interferência externa. A mensagem ressalta ainda que ações como essa criam um precedente perigoso para a estabilidade regional e para o direito internacional, e enfatiza a importância de observar a vontade do povo venezuelano.

Entre as leituras de bastidores, uma figura-chave aponta que a resposta brasileira a dependeria de como será a Venezuela sem Maduro. Segundo interlocutores, há preocupação com um possível vácuo de poder, além do receio de que rivalidades entre as forças armadas ou milícias internas possam desencadear desordem semelhante ao observado em outras regiões. Por outro lado, há quem afirme que não há espaço para retornar ao status anterior sem que haja ajustes políticos profundos.

Em meio a esse cenário, o histórico de tensão entre Washington e Caracas traz memórias de uma escalada que já vinha de meses. A partir de 2025, Trump consolidou ações mais firmes contra Caracas, designando grupos vinculados ao tráfico de drogas como organizações terroristas, ampliando controles de fronteira, impondo medidas econômicas rigorosas e reforçando presença militar na região. A narrativa de um caminho para uma transição, com ou sem Maduro, permanece incerta, e a pergunta que resta para o leitor é: como isso impacta o dia a dia das pessoas e a política regional nos próximos meses?

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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