CEO da Player1: por que “gamer” não existe e o mercado amadureceu

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CEO da Player1: por que “gamer” não existe e o mercado amadureceu

Em dez anos de Prêmio eSports Brasil, CEO da Player1 vê mercado mais maduro, mas alerta: marca que não entende a cultura da comunidade está desperdiçando dinheiro

Em uma leitura que chama atenção para o “agora” do ecossistema, o CEO da Player1 defende que a ideia de que existe apenas um tipo de “gamer” — como se fosse um único perfil — não ajuda mais. Na visão dele, o mercado amadureceu: a comunidade ficou mais diversa, os formatos evoluíram e as marcas começaram a entender que patrocinar “no geral” não funciona quando o público tem códigos, valores e expectativas bem específicos.

Isso importa porque, nos eSports, reputação e contexto são tão importantes quanto dinheiro e alcance. Quando uma marca trata a audiência como um bloco único, tende a errar em linguagem, timing e até na forma de ativar campanhas. Em outras palavras: o investimento pode virar só custo — mesmo que “apareça” na transmissão — se não fizer sentido para quem consome o conteúdo.

No dia a dia, essa mudança aparece em detalhes: ativações que respeitam a cultura do jogo, comunicação mais autêntica (sem “forçar” gírias ou prometer o que não entrega) e parcerias que conversam com comunidade além do anúncio. Para o público, o resultado costuma ser simples: menos iniciativas genéricas e mais experiências que realmente se conectam com o que a galera valoriza — torneios, criadores, jogo competitivo e bastidores.

Ao mesmo tempo, a fala do CEO também funciona como comparação com outras fases do segmento. Antes, era comum apostar no “barulho” (visibilidade ampla) e pronto. Hoje, a cobrança aumentou: a comunidade quer coerência. E quando uma empresa ignora isso, o prejuízo não é só financeiro — é perda de credibilidade, que demora para recuperar.

No fim das contas, a mensagem é uma orientação: quem quer investir no ecossistema precisa entender pessoas, não rótulos. “Gamer” não é uma categoria única; é um conjunto de públicos. A marca que aceita essa complexidade tende a acertar mais — e a comunidade percebe.

O que isso muda na prática?

Se você acompanha eSports, vai notar que as melhores ações de marcas deixam de ser “genéricas” e passam a ser contextuais: linguagem adequada, iniciativas alinhadas ao cenário e entrega compatível com o que foi prometido. Para empresas, isso significa planejar campanhas com base em comportamento real do público (onde ele está, como consome e o que valoriza), em vez de copiar o que já funcionou em outro segmento.

Resumo rápido: O CEO da Player1 aponta que o mercado amadureceu e que a ideia de “gamer” único não faz mais sentido — marcas precisam entender a cultura da comunidade para não desperdiçar investimento.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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