NA PILHA: o que explica esse alerta que gerou tanta atenção

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NA PILHA: o que explica esse alerta que gerou tanta atenção

Um livro de matemática despertou em Maeve Jinkings a vontade de virar artista, contou a atriz no Na Pilha, programa de Tati Bernardi no Canal UOL. Ela disse que o contato com um livro sobre matemática, O Homem que Calculava, de Malba Tahan, aconteceu na

A história chamou atenção porque mostra como a matemática pode funcionar como “porta de entrada” para outras linguagens criativas. No relato, o ponto não é que a atriz virou cientista: é que uma leitura específica — com ideias capazes de prender a curiosidade — abriu espaço para ela enxergar formas, raciocínio e imaginação em outro território: o de criar, produzir e se expressar artisticamente.

Isso importa porque muita gente ainda trata matemática como algo frio, distante ou obrigatório. Só que, na prática, ela também é narrativa: tem enigmas, descoberta, padrões e até suspense (como em um problema que você tenta resolver até “encaixar”). Quando a gente muda a forma de olhar, o conteúdo deixa de ser barreira e passa a ser estímulo.

No dia a dia, esse tipo de aprendizado aparece em coisas bem comuns: planejar uma viagem com mais clareza, entender medidas, calcular troco e orçamento sem ansiedade, organizar o tempo e até decidir qual opção “vale mais” com base em proporções. E, no campo criativo, vale o mesmo raciocínio: quem exercita lógica e conexão de ideias costuma encontrar caminhos diferentes para resolver desafios — inclusive os que parecem “de arte”.

Uma comparação leve ajuda: imagine que você sempre ouviu música apenas como “som de fundo”. De repente, alguém te apresenta o mesmo estilo com detalhes, ritmo e interpretação — e você começa a ouvir de verdade. Com a matemática acontece algo parecido: ao entrar por uma obra que humaniza o tema, o olhar muda e a experiência vira motivação.

Se a sua sensação é de que matemática “não é com você”, a orientação é simples: procure uma porta de entrada mais curiosa (um livro, um exemplo do cotidiano, um desafio curto) e experimente por alguns minutos. Não precisa dominar tudo de uma vez; o objetivo é recuperar a vontade de tentar. Às vezes, um único contato certo faz o cérebro entender que aprender também pode ser prazeroso.

O que isso muda na prática?

Você passa a tratar a matemática como ferramenta — e não como ameaça. Em vez de “decorar para passar”, começa a usar para compreender situações do cotidiano (finanças, medidas, organização) e até estimular a criatividade ao perceber padrões e possibilidades. Quando a leitura vira inspiração, o aprendizado fica mais leve e sustentável.

Resumo rápido: O contato com O Homem que Calculava, de Malba Tahan, mostrou como a matemática pode despertar imaginação e abrir caminhos criativos, afetando também como a pessoa lida com problemas reais.

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Jornalista

André Santos

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