O processo milionário de Vini Jr. contra empresa de energia
Descrição: Jogador disputa cobrança de mais de 270 mil reais com a Light
No dia a dia de grandes nomes do esporte, nem tudo se resolve dentro das quatro linhas. Por trás das estatísticas, Vinícius Júnior trava uma verdadeira disputa judicial com a Light, concessionária de energia do Rio de Janeiro, sobre uma cobrança que ultrapassa R$ 270 mil relacionado a uma obra elétrica em um imóvel na cidade. O processo, que já tramita há anos, começou a ganhar contornos mais definidos em 2024, quando surgiram indícios de erro nos valores, informações que não batiam e a possível existência de um crédito elevado que não foi comprovado formalmente.
De acordo com os documentos do caso, o atleta pagou aproximadamente R$ 274 mil pela obra solicitada à concessionária. O agravante apareceu ainda no início de 2024, quando o valor não foi reconhecido pelo sistema da empresa, resultando na emissão de uma nova cobrança que passou de R$ 290 mil, somando a obra realizada e o consumo mensal. Essa diferença acendeu o debate sobre se houve falha sistêmica ou interpretação incorreta das notas emitidas, algo que vem sendo contestado pela defesa de Vinícius.
A situação se complicou quando houve uma tentativa de corte de energia sob alegação de inadimplência. Ao buscar atendimento presencial, o jogador afirma ter ouvido versões conflitantes de colaboradores da Light. Em um dos atendimentos, teria sido informado que houve cobrança indevida e que existiria um crédito superior a R$ 160 mil em seu favor, que poderia ser utilizado para abater contas futuras. O entrave, segundo ele, é que essa informação nunca foi formalizada em documentos oficiais, o que dificulta a conferência de valores pelos interessados.
Para tentar esclarecer tudo, Vinícius ingressou com uma ação de produção antecipada de provas, buscando obrigar a concessionária a apresentar os registros que embasaram as cobranças. Antes disso, o jogador já havia acionado a ouvidoria da empresa e feito uma reclamação na Aneel, sem sucesso. O andamento do caso avançou ao longo de 2025, incluindo recursos em segunda instância, e permanece em aberto, com os componentes técnicos e contábeis ainda sob escrutínio da Justiça.
Principais pontos do caso:
- Valor inicial da cobrança pela obra: R$ 274 mil.
- Nova cobrança emitida após divergências: acima de R$ 290 mil.
- Sinais de possível crédito não formalizado de mais de R$ 160 mil.
- Tentativa de corte de energia por inadimplência contestada.
- Pedido de produção antecipada de provas para acesso a documentos.
- Ações de ouvidoria e Aneel não resultaram em solução rápida.
- Decisão judicial de fevereiro de 2025 negou o pedido de urgência, com embargos de declaração apresentados em março pela defesa.
No fim das contas, o caso revela como cobranças de grandes concessionárias, especialmente em situações complexas que envolvem obras e consumo, podem exigir uma avaliação cuidadosa por parte da Justiça. Para o público, a lição fica clara: diante de dúvidas em cobranças tão elevadas, vale insistir na documentação, pedir explicações formais e acompanhar os desdobramentos, porque cada detalhe pode mudar o rumo da história financeira de quem paga as faturas.