Vini Jr. explica relação com ex-técnico Xabi Alonso: ‘Momento difícil’
Jogador do Real Madrid também reconheceu adversário Lamine Yamal na luta contra o racismo
Em coletiva de imprensa aberta na véspera do confronto de ida com o Bayern de Munique pela Champions League, Vinícius Júnior falou sobre o período sob o comando de Xabi Alonso no Real Madrid. Ele explicou que não conseguiu a conexão desejada com o espanhol, descrevendo aquele momento como difícil para o time, marcado por quem entrava em campo com frequência, mas recebia poucos minutos em campo.
No roteiro dos números, o camisa 7 acumula 33 jogos sob Alonso, sendo substituído em 20 delas, ou seja, 60% do total. Já sob o comando de Carlo Ancelotti, em 198 partidas, ele saiu de campo 83 vezes (aproximadamente 43%
“Cada treinador tem seu método. No fim, foi um período de aprendizado”, resumiu Vini Jr., ao destacar a importância de amadurecer com a experiência. Ele também comentou o apoio que recebeu dentro do vestiário, citando Arbeloa como alguém que sempre lhe transmitiu confiança e o ajudou a enxergar o que precisava fazer para evoluir — uma relação que ele descreve como maravilhosa.
Um episódio marcante dessa relação conturbada aconteceu no clássico contra o Barcelona, em outubro, quando o brasileiro foi substituído e abandonou o banco de reservas para os vestiários. Ao fim do jogo, houve confusão entre Vinícius e adversários, com especial atenção a Lamine Yamal. Em pronunciamento posterior, o garoto-propaganda pediu desculpas a equipe, ao clube, ao treinador e à torcida, reconhecendo que atuou de forma lamentável naquele momento, mas que tentou manter a cabeça fria para não prejudicar o time.
Na mesma linha, a coletiva também abriu espaço para a luta contra o racismo. Vinícius reconheceu a existência de preconceito como tema complexo, mas insistiu na necessidade de seguir lutando por um ambiente mais justo. Ele destacou a atitude de Lamine Yamal, celebrando o fato de o jovem atacando a intolerância ter se posicionado publicamente contra ofensas aos muçulmanos. Para Vini Jr., é essencial que vozes como a de Yamal se manifestem, apontando que, muitas vezes, quem tem mais condições tem a responsabilidade de apoiar menos favorecidos. Ele lembrou que, embora jogadores famosos usufruam de recursos, há pessoas pobres e negras que enfrentam barreiras ainda maiores, inclusive em outros países.
No final das contas, a mensagem do atacante é clara: manter o diálogo aberto, aprender com os erros do passado e seguir evoluindo para ser um exemplo para crianças e para o público em geral. E, acima de tudo, manter a união entre atletas, clubes e torcedores na luta contra o racismo.