José Dirceu aponta maioria no Senado para levar Messias ao STF
Presidente Lula enviará ao Senado nesta terça-feira a mensagem oficial de indicação do titular da AGU
Durante um encontro com o presidente em São Paulo, o ex-presidente do PT e pré-candidato a deputado federal José Dirceu afirmou, em conversa com o Radar, que o governo já conquistou a maioria no Senado para aprovar a indicação de Jorge Messias a uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A leitura dele é de que a Constituição não comporta objeções à qualificação de Messias, que, segundo Dirceu, teria o perfil exigido para o posto. “Não há precedente histórico de recusa de um nome indicado pelo presidente. Então, no caso do Jorge Messias, ele está qualificado, e creio que há uma maioria no Senado para aprová-lo. Ele vai ser um excelente ministro”, declarou o ex-dirigente petista.
Mais de quatro meses após ter colocado Messias como indicado à vaga causada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, o presidente Lula deve encaminhar, nesta terça-feira, ao Senado a mensagem oficial de indicação do titular da AGU. Lula já tinha sinalizado o nome de Messias em novembro, o que despertou a oposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que articulava ao lado do senador Rodrigo Pacheco a defesa de outro nome. Desde então, as relações entre Lula e Alcolumbre ficaram tensas.
A justificativa para o envio da mensagem na terça envolve, segundo aliados do petista, a percepção de que o cenário político está inclinando-se a favor da aprovação de Messias no Palácio de Inverno da Casa Alta. Além disso, a movimentação busca transformar a decisão em um desfecho institucional, com a formalização do nome escolhido pelo Governo para o STF, consolidando o caminho que o Executivo quer trilhar para a vaga vaga, que ficou em aberto com a aposentaria.
No dia a dia, o episódio é mais do que uma nomeação: ele sinaliza a leitura de que, apesar de o relacionamento entre governo e Senado ter passado por atritos, há espaço para convergência em temas-chave. Nessa linha, Messias aparece como peça central para o equilíbrio entre Executivo e Judiciário, com impactos diretos sobre o debate público e a agenda de reformas que costumam oscilar entre pragmatismo e polarização.
Mas o que isso muda na prática para o leitor comum? No fim das contas, a confirmação de Messias no STF pode afetar decisões que atravessam o cotidiano, desde questões jurídicas com repercussão econômica até o entendimento de direitos constitucionais no Brasil. A expectativa é de que a próxima semana traga, de forma mais clara, a leitura dos próximos passos da Câmara Alta e como os aliados do governo pretendem conduzir esse processo até a sanção final.