Delcy Rodríguez espera fim de sanções dos EUA
Delcy Rodríguez assinalou que a decisão de Trump de ter reaberto a embaixada em Caracas significa “um passo na direção da normalização e do fortalecimento das relações” bilaterais entre os países.
Em meio a sinais de aproximação entre Caracas e Washington, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou estar confiante de que os EUA poderão dispensar as sanções aplicadas ao país, especialmente após os próprios Estados Unidos terem retirado medidas contra a Venezuela e terem reaberto a embaixada em Caracas.
Ela ressaltou, em referência à decisão norte‑americana, que esse avanço tende a facilitar a remoção de restrições existentes e a abrir espaço para uma agenda de cooperação bili‑nacional mais eficaz, beneficiando os povos de ambas as nações. “Estamos confiantes de que este avanço permita o levantamento das sanções em vigor sobre o nosso país, o que permitirá construir e garantir uma agenda de cooperação bi-nacional eficaz em benefício dos nossos povos”.
A líder venezuelana, que assumiu o cargo após a captura de Nicolás Maduro em Caracas, em janeiro passado, por forças norte‑americanas, descreveu o movimento dos EUA como “um passo na direção da normalização e do fortalecimento das relações” que estiveram rompidas por sete longos anos. Vamos continuar a avançar na construção de uma Venezuela próspera para todos, completou Rodríguez, mantendo o tom de otimismo e de insistência no fim das sanções.
Para quem acompanha o tema, a notícia de que o Governo dos EUA retirou Rodríguez da lista de sancionados veio dois dias após a retomada oficial das operações da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, encerrando um período de descontinuidade institucional nas relações entre as duas nações. Em síntese, as relações começaram a ganhar novos contornos com a reabertura e a prática de diálogo entre ambos os governos.
Na prática, a visita de uma delegação venezuelana, liderada pelo encarregado de negócios, Félix Plasencia, a Washington, na semana anterior, para encontrar-se com membros do governo de Trump e para receber o controle da embaixada, que estava sob custódia do Departamento de Estado desde 2023, aponta para uma mudança de rota nas relações entre Caracas e Washington. Desde a captura de Maduro, os dois governos têm alinhado posições e, em fevereiro, firmaram uma parceria de longo prazo na área energética.
No fim das contas, o cenário abre espaço para uma nova leitura da cooperação entre Venezuela e Estados Unidos, com expectativas de avanços práticos e uma agenda comum que beneficia diretamente a população—e o dia a dia de quem está de olho no que moving the dial no mundo diplomático.