Saúde feminina é foco de novo estudo no Dia da Mulher
Pesquisa aponta crescimento da saúde digital feminina, enquanto especialistas destacam alternativas naturais, como o óleo de coco, para aliviar sintomas da menopausa.
No dia em que se celebra o Dia da Mulher, o ecossistema da saúde digital ganha destaque pela sua capacidade de acompanhar a vida da mulher em diferentes fases. Um estudo global aponta que o mercado da saúde digital voltada ao público feminino atingiu US$ 3,82 bilhões em 2025, impulsionado por aplicativos, plataformas de telemedicina, dispositivos vestíveis e ferramentas alimentadas por inteligência artificial. A ideia é monitorar, gerenciar e aprimorar áreas como saúde reprodutiva, gestação e bem‑estar, com foco na acessibilidade a informações relevantes para o cuidado pessoal.
Conduzida pela Towards Healthcare, a pesquisa Building a Healthier Tomorrow: Women’s Digital Health Grows reforça que esse movimento tende a crescer de forma contínua, traçando uma CAGR de 20,54% ao longo até 2034. O impulso vem, sobretudo, da demanda por soluções que atendam às necessidades específicas do público feminino. No centro desse crescimento, destacam‑se aplicativos e plataformas que monitoram ciclos menstruais, fertilidade, gestação e menopausa, ampliando a autonomia das pacientes e o alcance de orientações personalizadas.
No panorama atual, a evolução tecnológica não apenas amplia o acesso a informações, mas também transforma a prática clínica em algo mais próximo do dia a dia da mulher. Além disso, a expansão se dá em um momento em que a saúde digital passa a ocupar lugar de destaque no mercado global, abrindo portas para serviços mais acessíveis e adaptados a diferentes realidades.
No contexto brasileiro, a relação entre sintomas da menopausa e a procura por atendimento médico é tema de atenção. De acordo com a Mayo Clinic, cerca de 80% das mulheres que apresentam esses sintomas não buscam orientação médica para tratá‑los. Entre os motivos mais citados estão a falta de tempo e a carência de informações sobre opções de tratamento eficazes. Em paralelo, pesquisa apontou que 34% das entrevistadas classificam seus sintomas como moderados a muito intensos, revelando um impacto considerável na qualidade de vida.
Outro dado revela que, no Brasil, aproximadamente 51,4% das mulheres sofrem da Síndrome Genitourinária da Menopausa (SGM), condição associada à queda de estrogênio. Entre os principais sintomas estão menor libido, coceira e irritação na região vaginal e vulvar, espasmos da musculatura do assoalho pélvico e secura vaginal. Essa última pode tornar o sexo desconfortável, bem como tarefas simples do cotidiano, como usar roupas mais justas ou praticar atividades como pedalar, interferindo diretamente no bem‑estar e na autoestima feminina.
Neste cenário, a enfermeira estomaterapeuta Gisele Azevedo, com mestrado e doutorado em Enfermagem pela USP, explica que o ressecamento vaginal está ligado à perda de elasticidade e à fragilidade da mucosa, uma consequência comum da queda hormonal. Para esse quadro, ela aponta o óleo de coco como uma opção complementar de cuidado, desde que haja orientação profissional. Na prática, o óleo de coco extravirgem pode ser utilizado como lubrificante, ajudando a hidratar a região íntima quando indicado.
Azevedo detalha que o óleo prensado a frio possui, em torno de 90% de triglicerídeos de cadeia média (TCM), além de polifenóis, tocoferol, tocotrienol, fitoesteróis e monoglicerídeos. Essas substâncias favorecem hidratação, regeneração celular e atividade antimicrobiana, contribuindo para reduzir lesões e desconfortos em mucosas secas. Ainda assim, o uso deve seguir orientações profissionais e algumas cautelas importantes precisam ser observadas. O óleo não é compatível com preservativos de látex ou silicone, e recomenda‑se testar a sensibilidade da pele antes do uso nas áreas íntimas. Além disso, o uso ginecológico do óleo extravirgem depende de o pH da mucosa estar entre 3,8 e 4,5.
No Brasil, empresas como a Copra produzem óleo de coco extravirgem com essas características. O produto recebeu o selo Testado e Aprovado da Proteste, após avaliações realizadas conforme as normas da Anvisa e do MAPA, atestando critérios de qualidade e segurança. Trata‑se, portanto, de conteúdo comercial promovido pela empresa Dino, com a finalidade de apresentar opções de cuidado aliado ao bem‑estar feminino.
No fim das contas, a diversidade de soluções para a saúde da mulher segue em expansão, combinando tecnologia, evidência clínica e cuidados naturais. Ao juntar dados de mercado, insights sobre hábitos de busca por atendimento e orientações de profissionais, fica claro que atenção contínua à saúde íntima pode ganhar mais protagonismo no dia a dia de cada pessoa. Mas o que isso muda na prática para a sua rotina?
- Expansão da saúde digital feminina com foco em ciclos, fertilidade, gravidez e menopausa
- Facilidade de acesso a informações e serviços de cuidado personalizado
- Uso do óleo de coco extravirgem como apoio, com ressalvas de segurança
- Importância de orientação profissional e critérios de compatibilidade com métodos contracetivos