Quem é o tenente-coronel detido por assassinar a esposa PM

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Quem é o tenente-coronel preso por matar a esposa da PM

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, foi detido em São José dos Campos pela morte da soldado Gisele Alves Santana, 32. O crime aconteceu no apartamento do casal no Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro.

Natural de Taubaté, no interior paulista, Geraldo Leite Rosa Neto mantém formação de nível superior, embora o curso específico não tenha sido revelado nos autos. Ele ingressou na Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e, em 2025, chegou à patente de tenente-coronel, posição entre as mais altas da corporação. Antes da promoção, atuava como major no 11º Batalhão, unidade responsável por áreas centrais de São Paulo, incluindo a Avenida Paulista e os bairros Bela Vista e Jardins. Com a promoção, foi transferido para o Comando de Policiamento de Área Metropolitana Cinco (CPA/M-5).

Geraldo pediu afastamento das funções após a morte da esposa e completou 35 anos de serviço na PM. Ao longo da trajetória na instituição, integrou a Força Tática e atuou em diversas unidades, inclusive no Litoral Norte e na capital paulista. De acordo com o Portal da Transparência do Governo de São Paulo, a remuneração mensal bruta era de R$ 30.861,87, com líquido de R$ 17.270,56.

Em depoimento à polícia, o oficial relatou ter conhecido Gisele em 2021, formalizando o relacionamento em 2023 e casando-se no ano seguinte. Segundo ele, o relacionamento se tornou conturbado em 2024, com várias discussões, sobretudo após ele ser alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM. Geraldo afirma que as acusações de infidelidade teriam funcionado como uma “vingança” em razão de alterações que promovia no batalhão. As denúncias incluíam imagens alteradas e perfis falsos, gerando brigas constantes no dia a dia.

O militar afirmou ainda que as acusações e as mensagens enviadas por perfis falsos para Gisele contribuíram para o desgaste do relacionamento, levando o casal a dormir em quartos separados desde agosto de 2025. A prisão foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a pedido da Polícia Civil, como medida de prisão preventiva do tenente-coronel.

  • Idade e cargo: 53 anos, tenente-coronel.
  • Trajetória na PM: Força Tática, 11º BPM, CPA/M-5, atuação em áreas centrais e litoral.
  • Remuneração: R$ 30.861,87 brutos; R$ 17.270,56 líquidos.
  • Relacionamento: conheceu em 2021, casamento em 2024, separação de quartos desde 2025.
  • Procedimento: prisão preventiva decretada pelo TJ-SP, a pedido da Polícia Civil.

No dia a dia, casos como este aceleram discussões sobre equilíbrio entre vida pessoal e responsabilidade institucional, lembrando que figuras de destaque também enfrentam dilemas que vão muito além do uniforme. Mas o que tudo isso muda na prática para quem observa de fora?

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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