Humildade aliada à ambição: a fórmula do campeão veterano

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Humildade e ambição, a receita do velho campeão

A expulsão de Bernardo acabou por sentenciar uma eliminatória que estava praticamente resolvida. City não conseguiu mais do que empatar, mas Vini quis garantir nova vitória (1-2, 1-5).

A noite no Bernabéu confirmou o favoritismo do Real Madrid diante de um Manchester City que ficou aquém do seu auge. Na jornada de quarta-feira, os merengues abriram o placar com um hat-trick de Fede Valverde em apenas 22 minutos, uma entrada de grande impacto que colocou o confronto de imediato sob o controle espanhol. Vinícius Júnior ainda desperdiçou uma cobrança de penalty, e o 3-0 no agregado deixou a eliminatória já com o destino traçado rumo a Manchester. Por outro lado, o momento negativo dos citizens já se mostrava no fim de semana anterior, com o empate em casa com o West Ham (1-1), sugerindo que fariam menos do que o esperado no retorno.

“Podemos conseguir. Muitas coisas podem acontecer num jogo de futebol. Primeiro, temos de nos concentrar em vencer”, refletiu Pep Guardiola, sublinhando que não há mágica estratégica: a chave é vencer, defender bem e manter a humildade e a ambição. Arbeloa, por sua vez, destacou a experiência do conjunto espanhol e a importância de manter a concentração, preparando a cabeça para um desafio que promete ser decisivo. No dia a dia, a lição fica clara: o time que sabe como vencer também sabe lidar com a pressão, mesmo quando a jornada fica menos previsível.

Na retina tática da partida, o Real Madrid alinhou com Courtois entre os postes; o ataque teve Vinícius e Brahim Diaz no banco, com Mbappé mantido de fora de início, priorizando uma entrada preparada para acelerar nos contra-ataques. No meio, Thiago Pitarch ficou ao lado de Aurélien Tchouaméni, enquanto Valverde e Arda Güler foram ocupando as faixas. A defesa teve uma linha de protagonistas que incluiu Alexander-Arnold, Rüdiger, Huijsen e Fran García, com Lunin testando-se entre os postes ao longo da segunda metade. Já o City manteve Haaland, Doku e Cherki no capítulo principal do ataque, com Bernardo Silva, Rodri e Reijnders no apoio, e uma linha defensiva encimada por Rúben Dias e Matheus Nunes, sob a supervisão de Donnarumma no gol.

O jogo começou com intensidade e o goleiro Courtois sobressaindo, negando o golo de Cherki aos 3 minutos. Na resposta, Vinícius acertou a trave, e o lance seguinte trouxe a primeira virada de caos: aos 20 minutos, o capitão adversário acabou expulso após mão na bola na linha de golo, abrindo caminho para o castigo máximo que Valverde transformou aos 22 minutos. Mesmo diante da desvantagem numérica, os cityzens cresceram na metade inicial e encontraram o caminho para um empate ainda no primeiro tempo, com Haaland a fechar uma jogada coletiva aos 41 minutos.

Ao intervalo, a história tomou novo contorno: Courtois saiu por questões físicas; Lunin entrou, e o Real permaneceu firme para conduzir a partida até o fim. No segundo tempo, Jérémy Doku quase deu a reviravolta isolado, mas estava em posição irregular aos 63 minutos. Mbappé entrou, e Tchouaméni tentou a bomba que foi travada por Donnarumma aos 69 minutos. Aos 78, Doku serviu Aït-Nouri para o empate, porém o lance foi anulado por posição irregular. Ainda houve atenção para outro lance de Valverde, com o árbitro anulando um tento por posição de fora de jogo de Vinícius aos 82 minutos. No minuto final, Dani Carvajal entrou, e Vinícius passou a ampliar o marcador: aos 90+1 ele lançou a linha de frente, e aos 90+4 consolidou o resultado com o segundo tento, selando o placar individual que ajudou a fechar o agregado.

Feitas as contas, o Real Madrid está de volta aos quartos de final da Liga dos Campeões e mede forças com o Bayern Munique, que precisou carimbar o passaporte diante de Atalanta. Pela quarta vez nos últimos cinco anos, os merengues deixaram pelo caminho o Manchester City, que amarga uma sequência de insucessos recentes em jogos decisivos, uma estatística que traz à tona o tema da noite: a constância de um time que sabe vencer, mesmo quando o desafio é duro e o adversário é a grande referência da competição.

No fim das contas, o recado fica claro para o torcedor comum: humildade e ambição sempre foram a combinação que manteve o Real Madrid na linha de frente. Enquanto o City tenta recompor forças para a próxima jornada, o Madrid segue com a confiança de quem sabe o caminho das vitórias, mesmo que o roteiro tenha seus altos e baixos ao longo dos 90 minutos.

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Jornalista

Fernanda Costa

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