Polícia fará reconstituição da morte da PM encontrada com tiro na cabeça após família contestar versão do marido
Reconstituição ocorre nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, no apartamento onde a vítima morava com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto
Em meio ao inquérito que investiga a morte da Gisele Santana, soldado da Polícia Militar, a Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira uma reconstituição do episódio ocorrido no Brás, bairro da capital, onde a vítima foi encontrada com um disparo na cabeça.
O caso foi inicialmente registrado como suicídio, porém a família contesta a versão apresentada pelo marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, que até o momento não se pronunciou publicamente sobre o assunto.
Segundo autoridades, a ação faz parte do trabalho investigativo para esclarecer todas as circunstâncias da morte, com diligências contínuas e a espera pelos laudos que devem embasar o andamento do caso.
No dia a dia dos relatos da família, surgem elementos sobre um relacionamento marcado por tensão. De acordo com informações divulgadas pelo programa Fantástico, parentes de Gisele indicaram que ela sofria violência psicológica, controle e ameaças por parte do marido. Entre as restrições citadas, estariam regras como não usar salto, perfume ou roupas de treino sem a autorização dele. A família afirma que a vítima mudou após a relação com Geraldo e que a filha, hoje com 7 anos, presencia várias situações de pressão.
O advogado da família, José Miguel da Silva Júnior, ressaltou que a menina presenciou diversas cenas de violência contra a mãe. “A menina viu episódios de violência, principalmente de natureza psicológica”, comentou o profissional, acrescentando que o marido exercia um controle quase absoluto sobre a vida de Gisele.
Cinco dias antes do falecimento, a PM teria contatado a família pedindo ajuda e Gisele sinalizou que iria pedir o divórcio. Em uma gravação encaminhada ao pai, ela aparece pedindo auxílio, e o pai chegou a ir ao prédio, com um vídeo em que diz: “Gisele, desce aí que eu estou aqui para conversar”.
A policial tinha 32 anos e estava casada com Geraldo, de 53, desde 2024. Até o momento, o Geraldo não foi localizado para se posicionar sobre o caso.