Eduardo Bolsonaro: Moraes bloqueou contas dele e da mulher;perseguição

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Eduardo Bolsonaro diz que Moraes bloqueou contas dele e da mulher e cita perseguição

Polêmica envolvendo bloqueio de bens, decisões da PF e divergências entre o filho de Jair Bolsonaro e o ministro do STF.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais para afirmar que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria determinado o bloqueio de suas contas bancárias e das contas de sua esposa, Heloísa Bolsonaro. Em tom de denúncia, ele sustenta que a medida tem o objetivo de “asfixiar financeiramente” a família e que isso compromete o sustento de seus filhos, hoje com 5 e 2 anos, gerando preocupação sobre o dia a dia da família.

No texto divulgado, ele ainda aponta que a ação de Moraes estaria associada a uma pressão para cercear sua atuação política e lembra que a medida ocorre em meio a desdobramentos legais envolvendo a Polícia Federal. Até agora, não há confirmação pública de que seja uma nova ordem judicial, mas o contexto reforça a tensão entre as partes em meio aos procedimentos que acompanham o caso.

Vale lembrar que, no dia anterior, Moraes autorizou a PF a utilizar provas do inquérito criminal contra Eduardo em um processo administrativo disciplinar (PAD) que pode resultar na demissão do cargo de escrivão da corporação. Em decisão proferida na segunda-feira, o ministro classificou o compartilhamento de informações como ‘razoável, adequado e pertinente’, segundo o voto apresentado na ocasião. Enquanto isso, Eduardo está afastado do Brasil e vive em autoexílio nos Estados Unidos há aproximadamente um ano.

Segundo o registro público do caso, o mandato dele como deputado federal foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara em dezembro de 2025, por excesso de faltas. Em janeiro, a PF determinou seu retorno imediato ao cargo de escrivão, em Angra dos Reis (RJ). Como não se apresentou, a Corregedoria Regional da PF no Rio de Janeiro abriu um PAD por abandono de cargo e o afastou preventivamente das funções em fevereiro. Em 16 de março, a PF publicou edital de citação no Diário Oficial, concedendo a Eduardo um prazo de 15 dias para apresentar defesa.

Na publicação, o ex-parlamentar chamou Moraes de “D. Pedro III” e destacou que não está recebendo salário como escrivão, citando o valor de quase R$ 20 mil. Além disso, mencionou contratos no valor de R$ 129 milhões atribuídos à esposa do ministro em uma contratação com a empresa Master, estimando que seria necessário trabalhar por 537 anos na PF para alcançar cifra equivalente. Tais números aparecem como parte de um quadro de acusações e contra-argumentos no embate entre ambos.

O ex-deputado também expressou receio de que uma eventual condenação por improbidade administrativa o torne inelegível por 8 anos, citando, de forma contrária, o caso da ex-president Dilma Rousseff como referência. Na visão dele, a acusação seria usada para afastá-lo da vida pública de maneira considerada desproporcional. No passado, Moraes já havia determinado o bloqueio de bens, contas bancárias e chaves Pix de Eduardo em julho de 2025, no âmbito do inquérito que apura a possível coordenação de sanções dos EUA contra autoridades brasileiras. Àquela época, também houve notícia de bloqueio de contas da esposa dele.

Mesmo com o histórico de ações judiciais envolvendo o casal, não fica claro se a postagem recente se refere a essa decisão anterior ou a uma nova ordem judicial em curso. O cenário fica ainda mais complexo pela condição de Eduardo como réu no STF por coação durante o andamento do processo, acusado de atuar nos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro antes do julgamento de uma suposta trama golpista, na qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado. A defesa de Eduardo sustenta que a atuação dele reflete o exercício da liberdade de expressão, e não a prática de atos ilegais.

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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