Boletim médico: Bolsonaro pode deixar a UTI em 24h se evolução for boa

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Bolsonaro pode deixar UTI em 24 horas se mantiver evolução favorável, diz boletim médico

O ex-presidente Jair Bolsonaro mostra sinais de melhoria em seu tratamento, com a possibilidade de deixar a UTI nas próximas 24 horas, conforme boletim médico divulgado neste fim de semana.

Sob os cuidados de uma equipe clínica dedicada, o cenário em torno de Bolsonaro voltou a surpreender leitores e fãs. O quadro clínico permanece estável e com evolução considerada favorável, especialmente em uma fase em que a pneumonia bacteriana associada à broncoaspiração vem sendo tratada com antibióticos e suporte intensivo. No fim de semana, quando se completaram os 71 anos do ex-presidente, cresceu a expectativa de alta da unidade de terapia intensiva, abrindo espaço para uma possível transferência para um quarto do hospital.

Conforme informações repassadas pela assessoria e confirmadas por autoridades médicas, a transferência ocorreu para um quarto do DF Star, em Brasília, mantendo a continuidade do monitoramento médico. A confirmação veio através do médico particular de Bolsonaro, o doutor Brasil Caiado, que explicou que a evolução clínica do paciente é positiva e que o plano é manter a evolução estável até a alta da UTI, se não houver intercorrências.

No relatório médico divulgado anteriormente, já se apontava a possibilidade de saída da UTI dentro das próximas 24 horas, caso os próximos exames confirmassem a evolução esperada. A nota ressaltava estabilidade clínica, progressão favorável e a continuidade da antibioticoterapia, bem como o suporte clínico intensivo e a fisioterapia respiratória e motora. O objetivo é, portanto, manter esse ritmo de recuperação para, no fim das contas, restabelecer o paciente para o ambiente externo com a menor complexidade possível.

Para contextualizar, Bolsonaro, que completou 71 anos no último fim de semana, foi internado em 13 de março após apresentar quadro de febre alta e vômitos na prisão em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado — uma acusação que ele nega. O diagnóstico médico apontou pneumonia bacteriana provocada por broncoaspiração, uma condição que exigiu internação e acompanhamento próximo por equipes multidisciplinares. Em janeiro, o ex-presidente já havia sido levado ao hospital após sofrer uma queda na sede da Polícia Federal, situação que também integrou esse histórico de internações e procedimentos médicos ligados ao período recente de private de liberdade.

Além disso, a defesa de Bolsonaro esteve, mais uma vez, em vias de obter a prisão domiciliar humanitária, citando o estado de saúde. Nesta segunda, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitiu parecer favorável à concessão do benefício, e agora caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidir. Embora Moraes já tenha recusado pedidos anteriores de prisão domiciliar apresentados pela defesa, há apoio de outros ministros da corte para a medida, segundo fontes. Enquanto isso, a casadela de casos médicos anteriores — incluindo uma série de procedimentos realizados em dezembro do ano passado para tratar hérnia — compõe o histórico clínico do ex-presidente, que também carrega consigo o recorde de ferimento por faca durante campanha em 2018, além de diversas internações e cirurgias ao longo dos anos.

Na prática, a informação de hoje reforça a trajetória de recuperação e o cuidado cauteloso com a saúde de Bolsonaro, que tem acompanhado de perto a evolução clínica. A leitura que se faz no dia a dia é de que, se o quadro se manter estável, a passagem da UTI para uma unidade de internação comum deve ocorrer em breve, trazendo maior tranquilidade para familiares e apoiadores, sem perder de vista o teor da situação jurídica que envolve o ex-presidente.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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