Apagões, lixo nas ruas e incerteza: Cuba à beira de um colapso?
Cuba vive uma crise econômica e energética nos últimos anos agravada pelo recrudescimento das sanções econômicas impostas pelo governo do presidente Donald Trump.
Em Cuba, os apagões podem chegar a até 12 horas, os postos de combustível enfrentam desabastecimento e as ruas aparecem tomadas por resíduos. No conjunto, isso revela um dos momentos mais desafiadores das últimas décadas para a ilha.
Em 22 de março de 2026, a tensão econômica e energética já ocupava espaço constante no cotidiano cubano, com impactos diretos na vida das famílias, no transporte e nos serviços públicos.
A crise não surge do nada: após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, em janeiro, e o bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao envio de petróleo bruto venezuelano, a já frágil economia cubana ficou ainda mais exposta, aprofundando a crise que afeta milhões de pessoas.
No front humanitário, o Brasil se prepara para enviar uma doação de aproximadamente 21 mil toneladas de mantimentos ao país caribenho, a solicitação do governo de Havana. Outros países, como o México, também manifestaram apoio similar.
Com o agravamento da situação, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou, no começo de março, que estava abrindo espaço para diálogo com os Estados Unidos. Em seu discurso, Díaz-Canel reiterou que a prioridade do país é resolver o problema energético que ronda a ilha.
No relato deste vídeo, o repórter Leandro Prazeres explica as raízes do colapso no abastecimento de combustível, como isso repercute na vida cotidiana e quais caminhos restam ao governo de Díaz-Canel diante da pressão internacional e do risco de uma crise humanitária ainda maior.