Governo venezuelano troca o comandante das Forças Armadas

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Governo da Venezuela substitui chefe das Forças Armadas

O governo interino nomeou um novo comandante estratégico operacional, após demissão do anterior. Rodríguez também substituiu os comandantes gerais de outras áreas da defesa nacional.

Em movimento que agita o quadro militar, Delcy Rodríguez, atual presidente interina, destituiu o chefe do Comando Estratégico Operacional da FANB, Domingo Hernández Lárez, e designou Rafael Prieto Martínez para o posto. Prieto Martínez, major-general, vinha atuando como inspetor-geral da FANB desde 2024 e, nas redes, descreve-se como um “venezuelano revolucionário, chavista e patriota”. Hernández Lárez ocupava o cargo desde 2021, segundo o anúncio oficial.

Além dessa substituição no topo, a presidente também trocou os comandantes gerais do Exército, da Aviação Militar, da Marinha, da Guarda Nacional Bolivariana e da Milícia, configurando uma remodelação de peso no alto escalão. A decisão vem pouco mais de dois meses e meio após a capturado e a retirada de Nicolás Maduro para Nova Iorque pela atuação de forças estrangeiras, ocorrida dentro de território venezuelano.

Em mensagem veiculada pela plataforma Telegram, Rodríguez deixou claro que o objetivo é renovar o alto comando militar para acompanhar o ministro do Poder Popular para a Defesa, Gustavo González López, assegurando os pilares da soberania, da paz, da estabilidade e da integridade territorial.

O ministro da Defesa, aos 65 anos, assume o cargo no maior complexo militar do país, o Forte Tiuna, em Caracas, pouco mais de dois meses depois de ter sido nomeado pela presidente interina como comandante da Guarda de Honra Presidencial e como chefe da Direção Geral de Contra-Inteligência Militar (DGCIM), cargos que lhe foram atribuídos a Henry Navas e Germán Gómez. González López já passou pelo Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência) em duas ocasiões: 2014-2018 e 2019-2024, sempre a pedido de Maduro. Hoje, Maduro permanece detido em Nova York, junto de sua esposa, a deputada Cilia Flores, ambos enfrentando processo por acusações ligadas a narcoterrorismo e tráfico de drogas.

Entre os bispos do sistema de segurança, organizações não governamentais e a Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela já apontaram violações de direitos humanos atribuídas ao DGCIM e ao Sebin, aumentando o debate sobre o papel das forças armadas no dia a dia do país. No fim das contas, as mudanças visam reorganizar as estruturas de comando, com impactos visíveis no cotidiano e na forma como o país é conduzido institucionalmente.

Mas o que isso muda na prática para o cidadão comum? No dia a dia, a renovação do alto comando abre espaço para novas diretrizes, uma agenda que pode repercutir na política de defesa, nas relações com os poderes midiáticos e na forma de atuação das forças de segurança, sempre com a promessa de manter a soberania e a ordem interna, ainda que o tema permaneça cercado de controvérsia e de perguntas sobre o equilíbrio entre poder militar e governo civil.

  • Substituição do chefe do Comando Estratégico Operacional da FANB e nomeação de Rafael Prieto Martínez
  • Trocas nos comandantes gerais do Exército, Aviação, Marinha, Guarda Nacional Bolivariana e Milícia
  • Nomeação de Gustavo González López como ministro da Defesa

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Jornalista

Ana Martins

Designer de interiores apaixonada por achados acessíveis. Adora transformar espaços sem estourar o orçamento e compartilhar cada descoberta.

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