Haddad confirma saída do Ministério da Fazenda hoje

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‘Hoje é um dia especial, estou saindo do Ministério da Fazenda’, diz Haddad

Ministro é o escolhido por Lula para disputar a eleição em São Paulo contra Tarcísio de Freitas

Em um ato realizado no começo desta tarde em São Paulo, o ministro Fernando Haddad confirmou que este será seu último dia à frente do Ministério da Fazenda. A cerimônia marcou o anúncio de que o petista foi escolhido pelo presidente Lula para representar o governo na corrida pelo governo estadual, enfrentando o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entre as pautas destacadas, Haddad citou a isenção do IR para rendimentos até R$ 5.000 e a Reforma Tributária como pedras angulares de uma proposta destinada a reduzir distorções no sistema fiscal.

Durante o discurso, ele destacou que as medidas apresentadas contam com o devido suporte no Congresso e ressaltou que o objetivo é promover justiça fiscal para trabalhadores, além de fortalecer a arrecadação para investimentos públicos. No dia a dia, a ideia é simplificar tributos sem abrir mão da responsabilidade com as contas públicas. “E a ideia é compensar perdas com quem detém grande parte da renda, que antes pagavam menos imposto”, comentou.

A trajetória de Haddad no cenário paulista é marcada pela tentativa de governar o estado e pela experiência acumulada. A primeira vitória dele em território paulistano veio em 2012, quando superou José Serra para a Prefeitura. Em seguida, enfrentou derrotas em outros pleitos: em 2016, não conseguiu a reeleição; em 2018 disputou a Presidência contra Jair Bolsonaro, indo ao segundo turno e terminando com 44,87% dos votos válidos. Além disso, o petista levou o PT ao segundo turno em São Paulo pela primeira vez desde 2002, quando Genoíno foi derrotado por Alckmin.

No âmbito dos bastidores, Haddad participou de encontros com o ex-governador Paulo Maluf ao lado de Lula, em um momento em que o próprio Lula sinalizou ter escolhido um candidato com perfil para vencer em território paulista. Estas conversas dão o tom de que o cenário para 2026 já está bastante dinâmico, com alianças sendo costuradas para enfrentar adversários locais fortes.

Já no retrospecto da carreira, Haddad disputou a Presidência da República em 2018, ficando no segundo turno contra Jair Bolsonaro (à época no PSL, hoje PL). A corrida para o topo do Executivo contou com ampla exposição nacional e reforçou a presença do PT em debates de alto nível. Em paralelo, dois anos antes, ele tentou a reeleição à Prefeitura de São Paulo, mas foi derrotado no primeiro turno por João Doria. A única vitória consolidadora em toda a trajetória, até hoje, continua sendo o mandato à frente da Prefeitura de São Paulo em 2012.

Em síntese, a mistura de experiência administrativa e propostas econômicas coloca Haddad em posição de protagonizar uma disputa relevante para o estado, com o eleitorado atento aos impactos práticos dessas medidas no cotidiano paulistano. No fim das contas, a pergunta que fica é: quais caminhos serão traçados para impulsionar o crescimento sem perder o equilíbrio fiscal?

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Jornalista

André Santos

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