Estudantes brasileiros se unem para medir o tamanho da Terra – saiba tudo no Olhar Espacial
Olhar Espacial recebe pesquisador para falar sobre o Projeto Eratóstenes, que reúne estudantes na tarefa de medir o tamanho da Terra
Um movimento educativo envolvendo alunos de diversas regiões do Brasil mostra como a curiosidade pode cruzar fronteiras. O Projeto Eratóstenes Brasil transforma atividades de sala de aula em uma experiência prática, convidando jovens de diferentes estados a colaborar na tentativa de estimar a circunferência do planeta, a partir de observações simples de sombras ao meio‑dia. A ideia é manter vivo o espírito de colaboração que marcou a experiência original, já clássica, de Eratóstenes, matemático da Antiguidade.
Na prática, o método é direto: cada grupo mede o comprimento da sombra de um objeto vertical exatamente no meio‑dia solar. Com o dado obtido e com a distância entre as cidades participantes, é possível aplicar princípios básicos de geometria para chegar a uma estimativa da circunferência da Terra. O objetivo não é apenas ensinar teoria, mas estimular participação ativa, coleta de dados e interpretação científica em tempo real, com passos que cabem na rotina escolar.
Para entender esse movimento de perto, o Olhar Espacial desta sexta-feira recebe João Pedro Bertonha Lombardi, mestrando no Programa de Pós‑Graduação em Educação para a Ciência da UNESP, campus de Bauru, e integrante do Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências (GPEC), com foco em Física e Astronomia. Ele é licenciado em Física pela UNESP (2024) e já foi bolsista da CAPES no PIBID e na Iniciação Científica pela FAPESP. Entre os temas de estudo, está a autonomia docente no ensino de Astronomia dentro do Projeto Eratóstenes Brasil, com atuação como professor mediador no PEJA e voluntário no cursinho Principia. Atualmente, João Pedro também atua como monitor no Observatório Didático de Astronomia Lionel José Andriatto, ampliando o intercâmbio entre teoria, prática e divulgação científica.
A proposta vai além do conteúdo curricular. “Ao transpor os limites dos livros didáticos, o Projeto Eratóstenes Brasil envolve uma nova geração de pesquisadores na construção de um saber compartilhado”, aponta o convidado. A ideia, no fim das contas, é transformar sombras em dados e curiosidade em conhecimento, aproximando jovens de todo o país da melhor compreensão do nosso lugar no cosmos. E é justamente esse elo entre prática, colaboração e descoberta que sempre atrai o público para o programa, que busca descomplicar conceitos de Astronomia para o público em casa.
No palco da TV educativa, o Olhar Espacial é apresentado por Marcelo Zurita, atualmente presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA); membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil. O programa é transmitido ao vivo toda sexta‑feira, às 21h, pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.
Se você ficou curioso para entender como a Terra pode ser medida com sombra, dados simples e trabalho colaborativo, este é um momento para ficar de olho: a prática de sala de aula encontra o espaço para explicar o nosso lugar no universo, com linguagem acessível, ritmo ágil e informações que você pode acompanhar ao vivo ou com calma depois.