Fã de Virginia Fonseca revela razões para tatuar influencer e reage a críticas: ‘Tenho advogado’
O publicitário em formação Clayton Ricardo, de 34 anos, viralizou ao eternizar Virginia Fonseca na pele com uma homenagem que mistura emoção, narrativa e arte corporal.
Natural de Uberlândia (MG), Clayton Ricardo está concluindo o curso de publicidade e, segundo ele, sempre enxergou na Virginia Fonseca um exemplo de domínio de marketing e comunicação. Por isso mesmo, quando decidiu transformar uma paixão em tatuagem, optou por uma abordagem que fosse muito além de uma simples homenagem: ele queria contar, por meio da pele, uma história que conectasse técnica publicitária, nuances visuais e a força de uma narrativa bem construída.
A escolha caiu em uma imagem de Virginia vestindo a pesada fantasia vermelha que a pinçou como rainha de bateria da Grande Rio no carnaval de 2026. O resultado é uma tatuagem em estilo desenho, não retrato realista, pensada para dialogar com as outras tattoos do rapaz, que já coleciona histórias na pele ao longo de vários anos. A ideia era justamente criar um desenho que fizesse sentido no conjunto de marcas que ele carrega, enquanto homenageava uma referência que ele acompanha há bastante tempo.
Sobre o momento em que tudo ganhou vida, Clayton explica que a decisão partiu de uma combinação de paixão pessoal e percepção profissional. “Abracei Virginia há muito tempo”, ele diz, destacando que, como estudante de publicidade, observa com atenção não apenas o que a pessoa diz, mas como ela transforma conteúdo em experiência de marca. O “clique” que moveu a tatuagem aconteceu quando ele assistiu a um vídeo documental da influencer mostrando os bastidores do figurino para o carnaval. A partir dali, a ideia de unir o talento de storytelling com a tatuagem ganhou corpo, dando origem a uma obra que ele descreve como uma homenagem cuidadosamente pensada.
O processo teve sete horas de trabalho, segundo o próprio artista, que não revela cifras específicas, mas admite que o valor ficou “salgado” pela qualidade do trabalho. Mesmo com a recomendação da profissional de que a pele ainda estava no processo de cicatrização, ele já começou a produzir conteúdos para o entorno da tatuagem assim que terminou a sessão. No começo, ele teve poucas visualizações, mas o que era surpresa se transformou em fenômeno: números que atingiram milhares de curtidas, milhares de comentários e uma contagem que se aproximava de meio milhão de visualizações em plataformas como o TikTok.
No dia a dia, a imagem que nasceu na pele de Clayton não busca retratar exatamente o rosto de Virginia Fonseca. Ele explica que se trata de uma tatuagem de desenho, pensada para se harmonizar com outras referências presentes no corpo dele. “Não é uma tatuagem de realismo”, ele ressalta, lembrando que a obra foi pensada como narrativa visual, não como uma reprodução fiel. O objetivo era transformar a polêmica em uma história de superação, alinhando talento artístico, conteúdo audiovisual e a própria trajetória de Clayton.
Com o crescimento repentino da repercussão, surgiram críticas, algumas mais pesadas do que outras. Entre os comentários, destacaram-se observações sobre a semelhança do rosto com Virginia e a própria ideia de realizar uma homenagem tão explicitamente explícita. Clayton, porém, mantém a calma: “a crítica faz parte, eu não assumo o rosto como o de Virginia; é uma homenagem, não um retrato realista”, ele observa. Ainda assim, ele admite que alguns comentários ultrapassaram limites, inclusive atingindo a família e pessoas próximas. Para lidar com esse tipo de resposta, ele já toma medidas com o suporte de um advogado, deixando claro que há fronteiras que devem ser respeitadas.
“A internet é terra sem lei”, ele admite, mas reforça que não pretende conviver com ataques sem qualquer amparo. “Tenho o acompanhamento de um advogado nesse caso”, afirma, explicando que a proteção é necessária para frear comentários que extrapolam o permitido. No entanto, ele reconhece que tem espaço para críticas e, até mesmo, para o riso: as avaliações menos elogiosas fazem parte do pacote, e ele prefere encarar com leveza, mantendo o foco no que a arte e o conteúdo podem oferecer.
Quanto ao possível efeito sobre Virginia Fonseca, Clayton admite que a musa inspiradora pode já ter visto a homenagem. Ainda assim, ele entende que uma reação pública pode não acontecer. “Se ela viu, é um momento de cautela”, resume, acrescentando que não espera ou exige uma resposta. Ele diz que o mais importante é manter o respeito e reconhecer que, mesmo diante de elogios, críticas e curiosidade, o gesto tem como intenção celebrar a relação dele com a publicitária e com o público que acompanha o seu trabalho.
Ao falar sobre o que vem pela frente, Clayton coloca a motivação em perspectiva: a obra não é apenas sobre gosto pessoal, é parte de uma trajetória que envolve produção de conteúdo, edição de vídeos e construção de marca. Ele conta que, mesmo com o sucesso repentino, a prioridade continua sendo manter a honestidade com o público, compartilhar aprendizados da profissão e demonstrar que é possível transformar uma situação de exposição em uma oportunidade de narrativa criativa. “Eu vejo o quão forte ela é na publicidade, no marketing, e como transformar uma polêmica em algo positivo para mim e para a minha marca”, comenta o publicitário em formação, deixando claro que, para ele, a tatuagem funciona como um capítulo da sua própria história de vida profissional.
No fim das contas, o caso de Clayton revela como arte corporal, internet e publicidade podem se entrelaçar para contar histórias modernas: o que começou como uma homenagem carregada de significado pessoal ganhou alcance público, gerou debate e, acima de tudo, reforçou a ideia de que, na era digital, a criatividade pode nascer exatamente onde menos se espera – na pele, na tela e no diálogo com o público.