Após ‘criticar’ Virginia Fonseca no Carnaval, Carol Castro se pronuncia: ‘Não foi sobre a pessoa’
A atriz Carol Castro esteve no Carnaval de Salvador na madrugada desta terça-feira (17) e comentou a polêmica envolvendo Virginia Fonseca e a escolha da empresária como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio. Em conversa com a revista Quem, Carol explicou que suas críticas não tinham relação com a pessoa, mas com o samba-enredo e o momento em que o tema foi repercutido.
Chegando ao Carnaval de Salvador na madrugada desta terça-feira, Carol Castro voltou a falar sobre a polêmica que envolve a escolha de Virginia Fonseca para ocupar o posto de rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio. No bate-papo com a imprensa, a atriz deixou claro que o foco de suas opiniões foi o conteúdo emocional e artístico da história que a escola escolheu para desfilar, não a pessoa por trás das decisões. Na prática, ela insistiu que o debate ganhou contorno pela forma como o tema foi colocado no samba-enredo.
“Não foi sobre a pessoa”, afirmou Carol, citando que sua crítica tinha a ver com o conjunto do samba e o momento em que o assunto ganhou repercussão. Em outra passagem, a artista destacou que sua opinião foi influenciada pela própria formação musical e pelas referências culturais que carrega desde a infância. “Não, olha só, eu me conditionei em relação ao samba-enredo. Eu, como eu cresci em Natal, eu cresci ouvindo Science, a Nação Zumbi. Então, eu tenho isso muito enraizado dentro de mim”, disse.
Carol Castro também lembrou que já ocupou o posto de rainha de bateria do Salgueiro em 2006, o que confere familiaridade ao universo dos desfiles. Esse passado, segundo ela, reforça que a crítica não era dirigida a uma pessoa específica, mas à relação entre o tema escolhido pelo enredo e o momento político-cultural que vivia o carnaval. Manguebeat e a homenagem a Chico Science aparecem como norte de reflexão para a atriz, que também mencionou que a discussão se cruzou com debates de outras esferas do entretenimento e da cultura popular na mesma semana.
Na prática, a história ganhou contornos de embate entre estilo musical e contexto político. Carol explicou que o comentário foi pautado pela discrepância entre o tema proposto pela escola e o momento em que o universo das apostas e da CPI surgiu. “Foi um comentário muito relacionado à discrepância do assunto do samba-enredo. Uma homenagem ao Chico Science falando sobre o ‘Manguebeat’, na mesma semana da CPI das Bets. Então, não foi sobre a pessoa, não foi sobre o samba, não foi sobre nada disso. Foi sobre esse tipo de música, o funk”, explicou a atriz.
No fim das contas, Carol reforçou que sua intenção nunca foi desmerecer a homenagem ao artista pernambucano Chico Science. Ela enfatizou o respeito à obra e à memória do criador, lembrando que a homenagem pode e deve acontecer, desde que esteja alinhada às devidas circunstâncias. A filha do Chico, Júlia, também foi citada pela intérprete como parte desse cuidado com a memória do homenageado, sinalizando que o objetivo é celebrar o legado de forma justa e sensível.
Encerrando o assunto, Carol deixou claro que a crítica tinha como alvo principal a forma como o tema foi tratido e o momento em que ele surgiu, não a pessoa de Virginia Fonseca nem a própria homenagem musical. No dia a dia, esse tipo de reflexão ajuda a entender como o carnaval funciona como vitrine de debates culturais e como as escolhas artísticas dialogam com o público. E você, concorda que o equilíbrio entre tema e contexto é essencial para uma homenagem realmente significativa?