Bolsonaro tem piora renal e continua na UTI

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Grave! Estado de saúde de Bolsonaro permanece na UTI com piora renal

Boletim médico aponta insuficiência renal e inflamação aguda; ex-presidente recebe tratamento intensivo para broncopneumonia

O quadro médico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou contornos de preocupação na manhã desta segunda-feira, 16, em Brasília. Segundo o boletim do DF Star, houve uma reprogressão na função renal, o que impede, por ora, qualquer previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva. Apesar de a evolução geral ser descrita como estável, o documento técnico aponta um alerta para os índices de inflamação.

De acordo com a nota oficial, “apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios”, detalha o relatório assinado pela equipe médica. Nessa linha, Bolsonaro permanece sob cuidados intensivos, recebendo hidratação por via endovenosa e tratamento com antibióticos. Além da medicação, o ex-presidente realiza sessões de fisioterapia motora e respiratória, atividades consideradas fundamentais para o tratamento da broncopneumonia bilateral aguda.

A equipe clínica reforça que a vigilância é total para evitar complicações secundárias. “Não há previsão de alta da UTI neste momento”— afirma o boletim—e também é ressaltada a adoção de medidas de prevenção de trombose venosa.

No âmbito político, o senador Flávio Bolsonaro, em agenda no Pará, atualizou a imprensa sobre a situação do pai. Embora tenha destacado que o quadro tenha se estabilizado, ele admitiu que a recuperação ainda não ocorreu com o ritmo esperado: “não melhorou de ontem para hoje, mas estabilizou. Está com uma sobrecarga nos rins. Parece que tem alguma insuficiência renal. Mas está administrado”.

Sobre as causas da internação, a versão médica aponta broncopneumonia associada a refluxo. A internação ocorreu após Bolsonaro apresentar vômitos e dificuldade para respirar na Papudinha. O diagnóstico indica que crises de refluxo provocaram broncoaspiração, levando conteúdo gástrico aos pulmões. O Dr. Leandro Echenique, um dos responsáveis pelo tratamento, explicou os riscos: “quando uma infecção se instala, depende da agressividade da bactéria e da defesa do organismo. Estamos avaliando a resposta ao antibiótico dia a dia”. A idade dele, que completa 71 anos no dia 21 de março, e o histórico clínico são considerados fatores que costumam tornar a recuperação mais lenta.

Defesa e aliados também discutem alternativas de cuidado. A deputada Bia Kicis (PL-DF), após conversar com a equipe hospitalar, afirmou que o quadro inicial “poderia ter sido fatal” e reforçou o apelo por medidas humanitárias. Já o senador Flávio Bolsonaro criticou a permanência do pai em regime fechado diante da fragilidade física, defendendo a possibilidade de uma domiciliar humanitária, com acompanhamento médico e da família. Em seus comentários, ele também ressaltou o risco da infecção pulmonar: “Nunca o pulmão dele chegou a ter tanto líquido da broncoaspiração. Isso é perigosíssimo e pode evoluir para uma infecção maior.”

Continuamos acompanhando os desdobramentos com atenção, cientes de que cada detalhe impacta não apenas a saúde do ex-presidente, mas a leitura pública sobre o momento de sua vida. E no dia a dia, a população se pergunta: que passos virão a seguir e como isso influencia o cenário de saúde pública?

  • Principais pontos: piora da função renal; broncopneumonia bilateral; tratamento intensivo; sem previsão de alta.

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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