O que dizem as pesquisas sobre a disputa Lula vs Flávio Bolsonaro

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Como estão as últimas pesquisas na corrida entre Lula e Flávio Bolsonaro

Meio/Ideia, Genial/Quaest e Ipsos-Ipec apontam cenário apertado, com Flávio ganhando fôlego e Lula sob pressão na avaliação de governo

Estamos a menos de sete meses da decisão nas urnas, e as leituras mais recentes indicam um duelo bastante acirrado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Além de mostrarem um crescimento de Flávio, os levantamentos revelam que Lula ainda lidera, mas com aprovação em baixa e com pouco espaço para uma terceira via despontar com força suficiente para saltar à frente.

No conjunto, Meio/Ideia e Genial/Quaest trazem números que chamam a atenção: na projeção de segundo turno, Lula aparece com 47,4% das intenções de voto contra 45,3% de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de 2,5 pontos para mais ou menos, o resultado representa empate técnico. Ainda assim, o cenário aponta pouco espaço para a entrada de uma terceira via para modificar o panorama. Brancos, nulos e indecisos somam 4,1% e 3,2%

A evolução de Flávio é repetida pela leitura da Meio/Ideia, que mostra o senador avançando nas rodadas anteriores de janeiro e fevereiro, subindo de 36% para 41,1% das intenções de voto. Da mesma forma, a Genial/Quaest registra o mesmo movimento: pela primeira vez Lula e Flávio empatam numericamente na simulação de segundo turno, ambos com 41%. Desde o fim do ano, o pré-candidato do PL ganhou cinco pontos percentuais, enquanto Lula caiu na mesma medida — e a margem de erro permanece em dois pontos percentuais.

Já o Ipsos-Ipec não testa cenários diretos, mas oferece uma leitura importante sobre o porquê das oscilações: o instituto avaliou a aprovação do governo em nove áreas e concluiu que a avaliação negativa do presidente supera a positiva em todos os campos. Controle de gastos, combate à inflação e segurança pública aparecem entre os pontos sensíveis, exatamente as áreas onde Flávio Bolsonaro tem apresentado propostas alinhadas às bandeiras que ele costuma defender, ainda sem um conjunto concreto de propostas apresentado publicamente.

Outro ângulo importante é a rejeição. Na leitura da Genial/Quaest, 55% dos entrevistados disseram que não votariam em Flávio de jeito nenhum, enquanto 56% disseram o mesmo sobre Lula. Esses patamares permanecem estáveis desde o início deste ano, evidenciando um desafio semelhante para ambos os candidatos: reduzir o desgaste com o eleitorado.

No campo das candidaturas fora da polarização, o Centrão também segue sem consolidar uma alternativa viável. O PSD tem trabalhado para anunciar quem representará a sigla entre Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado, mas, até o momento, nenhum deles consegue ameaçar a dianteira. Entre o campo dos governadores citados, Ratinho Júnior é o mais bem colocado nos cenários de segundo turno, porém — segundo as projeções — está praticamente estacionado em 7% (Genial/Quaest) ou 9% (Meio/Ideia) nas simulações de primeiro turno.

Na prática, tudo aponta para uma polarização cada vez mais marcada entre Lula e Flávio Bolsonaro, com altas rejeições de ambos e avaliações negativas do governo em áreas sensíveis. No dia a dia, isso significa que a eleição continua em aberto, com surpresas ainda possíveis e com o eleitor buscando sinais de propostas mais definidas para além da retórica da disputa. E você, como lê esse momento da corrida?

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Jornalista

Carlos Ribeiro

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