Datafolha: nova pesquisa dispara alerta para a direita na eleição ao Senado em SP
Aliados do presidente Lula lideram a pesquisa de intenção de voto
Nova leitura do Datafolha coloca a direita em posição de alerta na disputa pelo Senado em São Paulo. Segundo o levantamento, os ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem na dianteira, superando nomes históricos do campo conservador. Além disso, a composição da chapa ainda é indefinida, o que aumenta a incerteza no cenário político.
No cenário em que o palanque da direita conta com o professor Fernando Haddad (PT) na liderança, os números consolidados mostrados pela pesquisa indicam o seguinte: Fernando Haddad aparece com 30%, Simone Tebet (MDB) com 25%, Mário França (PSB) com 20%, Marina Silva (Rede) com 18%, Guilherme Boulos (PSOL) com 14%, Guilherme Derrite (PP) com 14%, Ricardo Salles (Novo) com 13%, Paulinho da Força (Solidariedade) com 10%, Rosana Valle (PL) com 7%, Gil Diniz (PL) com 3%. Em relação a quem não sabe para a primeira vaga, são 4%, para a segunda, 6%. Em branco/nulo/nenhum para a primeira vaga somam 15% e para a segunda vaga 21%. O tom geral revela um quadro em que a dianteira fica ainda mais clara para Haddad e seus aliados, ao menos no recorte apresentado pela Datafolha.
Já no cenário com o ex-prefeito Geraldo Alckmin (PSB) como cabeça de chapa para o campo da direita, a tendência muda, mas de forma ainda favorável aos apoiadores de Lula: Geraldo Alckmin aparece com 31%, Simone Tebet permanece com 25%, Marina Silva com 21%, Mário França com 20%, Guilherme Boulos com 15%, Guilherme Derrite com 13%, Ricardo Salles com 13%, Paulinho da Força com 9%, Rosana Valle com 6% e Gil Diniz com 3%. Os índices de não sabe apontam 4% para a primeira vaga e 6% para a segunda; já as opções em branco/nulo aparecem em 14% (primeira vaga) e 20% (segunda vaga).
Entre a esquerda, a tendência é de indefinição até o momento, com candidatos ainda sem consenso sobre quem realmente comporá a chapa. Além disso, a pesquisa aponta que a ausência de um nome unificado do outro lado do espectro político complica as previsões, já que a possibilidade de Eduardo Bolsonaro (PL) ainda não se consolidou no cenário. A presença de Eduardo no exterior, nos Estados Unidos, cria mais uma variável para o PL, que pode apostar em nomes como Mario Frias, Rosana Valle ou o pastor Marco Feliciano, entre outros. E o recado geral para a esquerda é claro: ainda não há uma definição final sobre quem disputará a vaga, o que pode influenciar o equilíbrio da corrida no estado.
Para entender o diagnóstico completo, vale observar que a Datafolha ouviu 1.608 eleitores paulistas entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os registros da pesquisa são BR-06798/2026 e SP-04136/2026, seguindo os padrões oficiais de protocolo.
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