Defesa recusa “demora” e aponta ex-CEMGFA pela resposta militar à calamidade
Ministério de Defesa afirma que não houve intervenção política nas decisões sobre o estado de alerta; prontidão imediata só atingida uma semana após Kristin; reforço para o inverno passa pelo planejamento
Em exclusiva, o Ministério da Defesa Nacional responde às críticas acerca da atuação das Forças Armadas diante da calamidade provocada pela tempestade Kristin. O texto oficial reforça que não houve qualquer intervenção política nas determinações relacionadas ao estado de alerta e que a passagem da tempestade não resultou de pressões externas, apenas de uma definição operacional que levou tempo suficiente para chegar à chamada prontidão imediata.
Segundo o relato enviado aos deputados, o CEMGFA — o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general José Nunes da Fonseca — ordenou o aumento do estado de alerta, o que só ocorreu uma semana depois do impacto de Kristin. Vale recordar que o general encerrou o mandato há cerca de uma semana, o que, na visão da Defesa, não implica responsabilidade política, apenas o ajuste de procedimentos diante de emergências.
Em resposta ao deputado Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, a Defesa nega a existência de demora na resposta e rejeita qualquer noção de validação política da decisão tomada. Contudo, reconhece que, para o futuro, é essencial implementar um planeamento prévio mais robusto para enfrentar o inverno, tal como já se faz com o verão, de modo a reduzir lacunas entre aviso e atuação.
Na prática, o órgão explica que as ações de reforço da resposta das Forças Armadas ocorreram, na visão oficial, após pedidos diretos de câmaras municipais, e não por iniciativa da Proteção Civil. Além disso, a ativação em regime de prontidão imediata só foi consolidada uma semana depois da passagem da tempestade, tema que ganhou importância no debate sobre coordenação entre poderes locais e centrais.
No fim das contas, o que fica é um apelo claro para aprimorar o planeamento de resposta a desastres, especialmente nos meses mais frios, para que o tempo entre o aviso e a mobilização seja menor e a ajuda chegue mais rápido aos cidadãos, sem situações de incerteza que alimentem especulações. E você, leitor, o que mudaria no dia a dia para tornar as respostas mais rápidas e mais eficientes?