Desaprovação do governo Lula em 40%; apoio em 33%, diz Ipsos-Ipec

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Avaliação negativa do governo Lula se mantém em 40%, enquanto visão positiva vai a 33%, diz Ipsos-Ipec

Levantamento recente aponta estabilidade da percepção desfavorável, com leve avanço da leitura favorável em março. Confira os números e quem aparece com melhor leitura entre o público.

No radar da opinião pública, a percepção sobre a gestão de Lula continua majoritariamente desfavorável. Mesmo com uma pequena melhora na ponta da leitura positiva, o retrato geral segue resistente a mudanças rápidas. 40% dos brasileiros classificam a atuação do governo como ruim ou péssimo, enquanto a fatia que vê a administração como ótima ou boa cresce para 33%, frente ao que foi visto em dezembro. Quem enxerga a gestão como regular soma 24%; o saldo entre pontos positivos e negativos permanece em território negativo, em torno de quatro a sete pontos, dependendo da forma de cálculo.

Na prática, a variação na avaliação positiva tem ganhado espaço: a leitura positiva subiu três pontos percentuais em comparação com dezembro, refletindo uma leve assimetria entre quem aprova o andamento do governo. Ainda assim, a percepção global permanece centrada no lado crítico, com o conjunto de internautas mantendo a visão de que a administração enfrenta dificuldades para reverter o cenário de avaliação desfavorável.

No que diz respeito a como Lula governa, a desaprovação oscila para 51% — ligeiramente abaixo dos 52% registrados em dezembro — enquanto a avaliação sobre o trabalho do presidente fica em 43%, um pontinho acima do observado em dezembro (quando ficou em 42%). Esses números sinalizam que, no dia a dia da leitura pública, questões de gestão pública ainda não encontraram, em março, uma mudança de rumo suficiente para transformar a opinião majoritária.

Os piores índices costumam ficar entre determinados grupos: os resultados mais positivos aparecem entre quem tem mais de 60 anos, entre as faixas de renda mais baixa, na Região Nordeste e entre pessoas com escolaridade até o Ensino Fundamental. Além disso, quando o tema é confiança no presidente, o levantamento aponta que 40% disseram confiar em Lula, enquanto 56% afirmaram não confiar — números que repetem patamares já verificados no fim de 2023.

Quanto à leitura econômica, o panorama também aponta nuance: para 42% dos entrevistados, a situação econômica está pior do que antes; já 27% entendem que a economia melhorou, e 28% acreditam que está estável. Ou seja, a percepção econômica acompanha, de perto, a linha de avaliação da gestão, contribuindo para o saldo geral que ainda se mantém no negativo.

O estudo foi realizado entre os dias 5 e 9 de março com a participação de 2 mil pessoas em 131 cidades do país. A margem de erro é de aproximadamente ±2 pontos percentuais. Em síntese, trata-se de um retrato sólido de uma base que, ainda que registrando pequenas mudanças, permanece longe de convergir para uma leitura majoritária positiva sobre o governo.

No dia a dia, o que tudo isso sinaliza para quem está em casa ou no trabalho? Em termos práticos, o cenário aponta para uma continuidade de cobranças sobre a condução da gestão, com pequenas janelas de otimismo espalhadas entre quem se sente menos atingido pelos impactos da economia. No fim das contas, a leitura dominante é de cautela, com uma confiança difícil de consolidar e uma percepção econômica que não se mostra clara o suficiente para mudar o humor do eleitorado a curto prazo.

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Jornalista

Lucas Almeida

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