CEO da Paramount promete novo futuro para a CNN

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CEO da Paramount faz promessa sobre o futuro do canal CNN

Ligações de David Ellison e sua família ao governo de Donald Trump motivam medo de censura

Em entrevista veiculada pela CNBC na quinta-feira, David Ellison, líder da Paramount Skydance, tratou de temas cruciais ligados à possível aquisição da Warner Bros. Discovery, com especial atenção ao destino do CNN. No centro das atenções está o futuro do jornalismo do grupo, em meio a especulações sobre vínculos entre Ellison, sua família e o ex-presidente Donald Trump.

Ellison assegurou que a independência editorial será preservada, repetindo que esse espírito já foi presente “desde o começo” do relacionamento. Em tom firme, ele garantiu que essa linha não vai mudar, afirmando que a estratégia envolve manter a integridade ao longo de toda a trajetória da fusão entre as empresas. Na prática, o empreendedor quer tranquilizar o público de que não haverá interferência externa na linha de cobertura nem na condução das notícias, seja na CBS, seja na CNN.

Por outro lado, o histórico de aproximação entre Ellison e o universo pró-Trump alimenta dúvidas sobre a cobertura de temas sensíveis. Mesmo que o empresário tenha defendido a manutenção da independência editorial após a fusão entre Skydance e Paramount, o episódio envolvendo Bari Weiss — até então editora-chefe de parte da redação — expôs tensões entre visões editoriais e interesses estratégicos. Weiss, conhecida por críticas à linha jornalística considerada “woke” e associada a posicionamentos criticados por parte da audiência, é assunto de debate entre quem acompanha de perto a relação entre grandes players de mídia e o poder político.

Na esteira dessas controvérsias, a cena pública ganhou um toque irônico durante o Globo de Ouro de 2026. A apresentadora Nikki Glaser fez um comentário bem-humorado sobre cortes na CBS News, insinuando que o canal estaria no centro de novidades que desafiam a veracidade das informações. A plateia reagiu com risadas, mas o evento acabou servindo para ilustrar o quanto a performance de marcas tradicionais é discutida quando o cenário de negócios muda de forma radical.

Adiante, Ellison reforçou que, além do conteúdo, o foco passa pela presença da CNN no ambiente digital. A ideia é levar as marcas para o streaming, mantendo a possibilidade de acesso via televisão aberta ou a cabo, mas com a ambição de ampliar o alcance online. “Vamos investir no negócio de notícias e queremos encontrar os consumidores onde eles estiverem”, afirmou, deixando claro que a estratégia combina canais tradicionais e plataformas digitais de forma integrada. No dia a dia, isso se traduz em um ecossistema de notícias com várias frentes para o público escolher.

Para situar o contexto, vale lembrar que David Ellison é filho de Larry Ellison, fundador da Oracle, uma figura influente que já mostrou forte apoio a Trump em diversos negócios. Esse vínculo familiar ajuda a entender por que o tema da independência editorial é tão sensível para quem acompanha o assunto de perto, mesmo com as promessas de manter a linha de cobertura intacta.

Qual foi a proposta da Paramount Skydance? Em números: a empresa ofereceu US$ 31 por ação, totalizando cerca de US$ 110 bilhões pelo conglomerado. Além disso, assumiria a responsabilidade de uma multa de US$ 2,8 bilhões que a WarnerMedia Discovery deveria pagar à Netflix por uma quebra contratual anterior. Já a Netflix, por sua vez, manifestou interesse apenas nos estúdios e na divisão de streaming, propondo US$ 27,75 por ação, mas sem entrar em negociações pelos canais de TV paga, como CNN e Discovery. A Paramount, mantendo a linha de oferecer mais pelas ações, sinalizou que buscaria adquirir a empresa na íntegra — com a obrigação de pagar uma multa de US$ 7 bilhões aos acionistas caso a venda não fosse concluída até o fim de 2026.

Apesar de essa proposta ter sido tida como vitoriosa na prática, o negócio ainda não está fechado. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, prometeu analisar com rigor os termos da transação, lembrando que os gigantes de Hollywood ainda passam pelo crivo regulatório. Em entrevista pública, ele enfatizou que a estrada regulatória não está concluída e que os próximos passos serão acompanhados com atenção pelas autoridades locais e federais.

Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir para entender o que está em jogo por trás de grandes fusões e mudanças no mercado do entretenimento: Tela Plana para novidades da TV e do streaming; O Som e a Fúria, que traz artistas e lançamentos em pauta; Em Cartaz, com sugestões de filmes no cinema e no streaming; Livros para quem prefere acompanhar o mercado editorial.

No fim das contas, a história aponta para uma reformulação do mapa de mídia tradicional e das plataformas digitais de entretenimento. Para o leitor comum, fica a reflexão sobre como essas movimentações afetam o dia a dia do consumo de notícias, séries e filmes. A independência editorial continua sendo o pilar visível, mas os bastidores — acordos financeiros, estratégias de distribuição e disputas regulatórias — influenciam diretamente o que chega até a tela de cada um. E você, o que espera dessa transformação no ecossistema de grandes redes e plataformas?

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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