Redes sociais foram vitrine de golpes no Brasil em 2025, segundo Serasa
Estudo da Serasa Experian aponta milhares de ameaças por mês e uso de anúncios e contas falsas para enganar usuários nas plataformas digitais
As redes sociais se firmaram como o palco principal para golpes no Brasil em 2025. 78% das ações fraudulentas — envolvendo anúncios, perfis e páginas falsas — foram identificadas nesse espaço, apontando para uma engenharia de engano bastante eficiente nesse ecossistema.
No decorrer do ano, o levantamento mapeou 37,8 mil tentativas de golpe digital, com uma média mensal entre 3 mil a 4 mil ameaças registradas. E, mesmo com esse volume expressivo, o monitoramento constante permitiu a retirada do ar de 98% do conteúdo irregular, um sinal de vigilância relativamente eficaz.
Na prática, o tempo entre a descoberta de uma golpe e a remoção ficou em torno de quatro dias, um intervalo que, embora curto, ainda expõe usuários a riscos durante a etapa de atuação dos fraudadores.
A estratégia criminosa costuma envolver anúncios e perfis falsos usados como isca para direcionar o usuário a formulários ou apps que imitam marcas conhecidas. Em números, essa tática representa cerca de 56% dos casos, seguida por 32% de perfis falsos que funcionam como chamarizes para capturar dados ou conduzir a golpes mais elaborados.
Por que as pessoas caem nesse truque? O ambiente das redes facilita a disseminação rápida de mentiras e a reprodução de anúncios ou contas com pequenas mudanças no visual ou no texto, justamente para enganar o algoritmo e, pior, o próprio usuário. No dia a dia, o resultado é a ampliação de conteúdo irregular que fica disponível por tempo suficiente para mexer com quem está navegando.
No fim das contas, as recomendações soam como regras de ouro para quem usa as redes e para quem administra marcas. Para o consumidor, a orientação é clara: desconfie de ofertas com preços muito baixos ou de mensagens que criem urgência extrema, como “última chance” ou “compre agora ou perca”. Já para as empresas, a lição é permanente: monitoramento contínuo das redes e a criação de protocolos ágeis para remover conteúdos falsos que utilizem o nome da marca são indispensáveis para reduzir danos.