Ryan Reynolds e Santa Cruz: o interesse de celebridades em times de futebol
Suposto interesse de ator canadense em clube pernambucano movimentou as redes sociais
O ator canadense Ryan Reynolds, mundialmente conhecido por dar vida ao herói Deadpool, surge envolto em rumores sobre a compra de ações do Santa Cruz, tradicional clube pernambucano. As informações ganharam as redes sociais na última segunda-feira, 2 de março, com postagens que rapidamente ganharam repercussão entre torcedores e curiosos. No dia a dia, esse tipo de comentário costuma provocar várias leituras sobre o futuro do clube e possíveis parcerias.
Para situar o contexto, Reynolds já atua no mundo do futebol além da atuação. No mapa dos seus empreendimentos, ele é dono do La Equidad, equipe que compete na primeira divisão da Colômbia, com sede em Bogotá. No cenário sul-americano, o canadense aparece como parceiro de nomes como Rob McElhenney e Eva Longoria. E, na prática, seu portfólio também inclui a administração do Wrexham, time da League One, na Inglaterra.
Não é a primeira vez que celebridades adquirem fatias de clubes esportivos, trazendo visibilidade e novas dinâmicas ao universo do futebol. Entre exemplos recentes que costumam ser citados, destacam-se:
- Snoop Dogg tornando-se sócio do Swansea, da segunda divisão inglesa;
- Ed Sheeran comprando 1,4% do Ipswich Town, por meio da Gamechanger 20 Ltd.;
- Michael B. Jordan comprando o AFC Bournemouth, também da Premier League;
- Tom Brady tornando-se sócio do Birmingham City, na segunda divisão inglesa;
- Gusttavo Lima adquirindo o Paranavaí, time da segunda divisão do Paraná, investindo R$ 3 milhões por 60% da SAF.
“Acredito que todas as partes saem ganhando quando a visibilidade extrapola os padrões de marketing e publicidade. Perceba que, em muitos desses casos, as celebridades adquirem clubes menores, com uma ligação emotiva, mas em ligas e países desenvolvidos, o que pode potencializar receitas por meio de exposição ou novas parcerias”, analisa Joaquim Lo Prete, Country Manager da Absolut Sport no Brasil, agência de experiências esportivas. “Temos visto um movimento interessante de celebridades adquirindo fatias de clubes ou outros esportes. Assim como uma empresa, é preciso ter eficiência e competência para gerir projetos desse porte; o staff especializado, junto de profissionais do entretenimento, pode ser um atalho essencial.”
“Vemos esse movimento com bons olhos. As celebridades costumam funcionar como instituições, com equipes técnicas e de entretenimento que ajudam a ampliar o alcance e a criar novas oportunidades de negócios, principalmente quando atingem milhões de fãs e seguidores”, enfatiza Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em marketing esportivo.
Na prática, esse tipo de movimento reforça a ideia de que o entretenimento pode ampliar a exposição de clubes menores, abrindo portas para parcerias, patrocínios e novas fontes de renda. No fim das contas, a pergunta que fica para o torcedor é: o que tudo isso muda no cotidiano do clube e na relação com o público?