Flávio Bolsonaro usou colete balístico em ato na Avenida Paulista

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Flávio Bolsonaro usou colete à prova de balas em ato na Avenida Paulista

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No domingo, 1 mar 2026 – 21h24 – o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, esteve em um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, com a segurança reforçada e o uso de um colete à prova de balas. A presença dele chamou a atenção pelo aparato de proteção, marcado pela cautela de quem caminha em meio a uma agenda eleitoral intensa.

Chegando à manifestação, Flávio foi direto a uma das vias marginais e se posicionou em pé ao lado de aliados – entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) – até alcançar o trio elétrico principal, próximo ao Masp. O cenário, para leitores atentos, traduziu a força de mobilização que tende a acompanhar o clamor de cada semana de campanha.

Questionado pelo Estadão/Broadcast Político no local, Flávio explicou o uso do colete: ele disse que está atento aos riscos e que a proteção é uma decisão da equipe de segurança que o acompanha. Já a assessoria de imprensa da equipe do pré-candidato afirmou que a recomendação partiu da própria proteção que o cerca. Em relato de um agente da Polícia Federal que acompanhava o grupo, a justificativa apresentada foi de uma ameaça real de fogo.

Vale lembrar o que ocorreu na mesma linha temporal há alguns anos: na época da candidatura de Jair Bolsonaro (ex-presidente, hoje filiado ao PL), o então candidato ficou ferido após uma facada em Juiz de Fora (MG), durante campanha de 2018. O ataque levou o ex-presidente a hospitalização rápida e, desde então, ele convive com complicações decorrentes desse episódio.

Na sequência, Flávio foi o último a discursar, em uma fala de cerca de 15 minutos. Nele, o senador garantiu que, se o pai alcançar a cadeira do Palácio do Planalto, “subirá a rampa” em janeiro de 2027 caso vença a disputa de outubro. O tom do discurso alternou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com elogios ao público feminino, ao Bolsa Família e à defesa do pai, além de mencionar a intenção de avançar com impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2027, já com um novo Parlamento eleito.

O foco na parcela mais pobre da população e no eleitorado feminino aparece como estratégia de leitura de pesquisas: segundo avaliações recentes, esses grupos parecem resistantes a adesões ao discurso de Bolsonaro. No dia a dia, essa leitura parece guiar a leitura de cenários e o encaminhamento de propostas, com a ideia de ampliar o alcance junto a quem compõe a base de apoio do político.

No fim das contas, o ato deste domingo reforçou a imagem de uma campanha que caminha entre o improviso de ruas, a promessa de mudanças e a necessidade de provar segurança — um lembrete de que o cenário político continua a exigir leitura atenta de cada gesto e de cada palavra no calor da disputa eleitoral.

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Jornalista

Renata Oliveira

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