Machado volta à Venezuela e elogia captura de Maduro por Trump

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María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela e exalta captura de Maduro por Trump

A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, afirmou neste domingo (1º) que pretende retornar ao país em breve, sem indicar data. Em uma mensagem publicada nas redes sociais, a oponente sinaliza o retorno “em poucas semanas”, sugere uma transição democrática e agradece ao governo dos Estados Unidos pela ação militar que prendeu Nicolás Maduro no início de janeiro: “A transição à democracia na Venezuela é imparável”, pontuou.

Quem é María Corina Machado, aos 58 anos, que deixou a Venezuela em dezembro para seguir caminho até Oslo, onde recebeu um prêmio, e que hoje se encontra nos Estados Unidos? No vídeo direcionado ao povo venezuelano, publicado em sua conta na rede X neste domingo, a oposicionista aparece diante de uma carta de tarô intitulada A Temperança, enquanto usa dois crucifixos no pescoço. Notas a respeito de sua trajetória recentementes circulam, reforçando que seu retorno já é tema de conversa entre quem acompanha o cenário político do país.

No material, Machado faz referência aos presos políticos na Venezuela e manifesta solidariedade às famílias e aos jornalistas detidos pelo regime de Nicolás Maduro. “Queridos venezuelanos, temos a FORÇA, a ROTA e as TAREFAS claras. TODOS somos necessários para alcançar nossa liberdade. Em poucas semanas, nos vemos na Venezuela”, diz a mensagem publicada em espanhol e português, com a personalidade que costuma marcar seus discursos.

As especulações sobre o retorno de Machado a Caracas ganharam força após o que muitos interpretaram como sinal de mudança com a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro. Na gravação de quase sete minutos, ela também celebra a suposta operação militar liderada pelos EUA, destacando o apoio ao objetivo de “liberdade da Venezuela” e à segurança nacional da região. Em seu pronunciamento, ela agradece ao povo norte-americano, ao governo, aos congressistas, aos juízes e às Forças Armadas que teriam “arriscado” vidas pela causa venezuelana.

É relevante notar que Maria Corina Machado tem sido alvo de investigações na Venezuela, e a presidente interina, Delcy Rodríguez, comentou que a parlamentar deverá prestar esclarecimentos sobre o que seria seu apoio à operação militar norte-americana. Para entender os desdobramentos, veículos internacionais citam que informações sobre a situação chegam a partir de diferentes fontes, incluindo rádios e agências que acompanham o cenário político local.

Enquanto o debate sobre a viabilidade de um retorno ganha contorno, a tensão entre os sonhos de mudança política e os entraves legais no país continua a influenciar o dia a dia dos venezuelanos. Ainda assim, a linguagem de Machado, marcada por tom de exílio voluntário e de esperança em uma transição, provoca perguntas sobre o que realmente muda na prática para quem vive sob o regime de Maduro e para quem observa de fora o desenrolar do processo.

No fim das contas, leitores e espectadores se deparam com um retrato de liderança em movimento: uma figura que celebra promessas de retorno, aponta caminhos de mudança, e, ao mesmo tempo, navega por investigações e controvérsias, que não são novidades no cenário político venezuelano. Resta saber como essa história se desenrolará nos próximos dias e quais impactos reais terá para quem, no dia a dia, busca uma Venezuela mais estável e democrática.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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