Trump convoca iranianos contra o regime após ataques; tomem o poder

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Trump incentiva iranianos a se levantarem contra o regime após ataques, prometendo que o controle ficará com eles

Presidente dos EUA afirma ter iniciado operações no Irã e destaca objetivo de derrubar o regime, com apoio de aliados; Netanyahu também comenta

O anúncio chegou em meio a relatos de explosões na capital Teerã. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmou neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, que Washington lançou “importantes operações de combate” no Irã e passou a convocar o povo iraniano a se insurgir contra o governo dos aiatolás. Em mensagem publicada em uma noite de estilo teatral, o mandatário divulgou um vídeo de oito minutos em sua rede social Truth Social, enquanto as primeiras informações falavam de explosões na cidade.

Negando qualquer hesitação, Trump dirigiu-se diretamente aos iranianos, pedindo que usem a escalada dos ataques para derrubar o regime. “Quando terminarmos, assumam o controle de seu governo. Será de vocês. Esta é, possivelmente, a única chance em gerações”, destacou, acrescentando que “a hora da sua liberdade está próxima”.

Neste mesmo contexto, o presidente sugeriu imunidade para membros das forças de segurança que desarmarem, sob a condição de que entregassem as armas; caso contrário, garantiu, enfrentariam a morte. Na prática, a fala sublinhou o peso da decisão para quem está do outro lado da linha de frente.

Além disso, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, reuniu-se com a mesma pauta, ressaltando que a ação conjunta estabelecerá condições para que o “valente povo iraniano” possa assumir o seu destino. “Este é o momento de agir. Não deixe passar”, enfatizou, referindo-se à mobilização interna que a ação pretende estimular.

O regime iraniano foi alvo direto de Trump, que acusou o governo de travar uma campanha interminável de derramamento de sangue e assassinatos contra os Estados Unidos. Segundo o presidente, o ataque atual tem como objetivo defender o povo americano eliminando as ameaças iminentes que, na visão dele, emanam de líderes no Irã. Por ora, não houve sinais públicos de que o ataque fosse inevitável, mas as declarações indicam uma escalada de retórica e de ações militares.

No mesmo dia, autoridades anunciaram que nos últimos dias Washington e Teerã estavam em negociações, em Genebra, com mediação de Omã, sobre o futuro do programa nuclear iraniano — porém as conversações não chegaram a acordo. Enquanto isso, Iranianos continuam a entoar expressões de hostilidade, repetidas ao longo de décadas, como parte de uma narrativa de confrontação com os EUA.

A trajetória de confrontos entre Washington e Teerã não é nova. O Irã já havia sido alvo de críticas internacionais por seus programas e ações regionais, incluindo o histórico canto de “Morte aos EUA” de décadas, que persiste na memória de muitos. Além disso, Trump lembrou episódios marcantes, como a tomada da embaixada norte-americana em Teerã em 1979, o ataque suicida de Beirute em 1983 que vitimou militares de vários países, e o ataque ao USS Cole em 2000, atos que, segundo ele, tiveram supostos laços com o Irã. Entre os objetivos declarados nesta linha de argumentação, está também impedir que o regime patrocine grupos terroristas ao redor do mundo.

Ao defender a ampliação do alcance da operação, Trump afirmou que o Irã “rejeitou todas as oportunidades para renunciar às ambições nucleares” e continuou desenvolvendo mísseis de longo alcance capazes de ameaçar aliados na Europa e tropas no exterior — o que, em sua leitura, poderia, em breve, chegar ao território americano. O anúncio também cita que, em 2015, Teerã tinha assinado um acordo internacional para restringir seu programa nuclear, o que terminou quando os EUA se retiraram do acordo em 2018. Assim, o novo ataque seria maior do que o realizado no passado, com o potencial de provocar baixas americanas.

“Vidas de valorosos heróis americanos poderiam ser perdidas”, reconheceu Trump, ao mencionar o risco de impactos humanos significativos. Ele também repetiu que o regime iraniano, há 47 anos, entoa o refrão de “Morte aos Estados Unidos” e que a campanha de violência contra o Ocidente vem sendo travada há muito tempo. O presidente relembrou episódios como a ocupação da embaixada, o ataque de Beirute e o atentado ao USS Cole, afirmando que Teerã estava, segundo ele, potencialmente envolvido em todas essas ações.

Para Trump, eliminar os “grupos terroristas” patrocinados pelo Irã é parte de um conjunto de objetivos do ataque, que inclui, ainda, oferecer proteção ao povo iraniano e abrir caminho para um país que ele descreve como livre de tirania. Fechando sua intervenção, o presidente dirigiu-se ao “grande e orgulhoso povo do Irã”, repetindo que a hora da liberdade está próxima, e pedindo que se abriguem, pois as bombas “cairão por toda parte” no território onde o conflito se desenrola.

Entre as observações do último mês, destaca-se o episódio de janeiro, quando Trump ameaçou bombardear o Irã durante repressões às manifestações públicas que deixaram inúmeras vítimas. Na época, ele disse que a ajuda chegaria em breve, apenas para, dias depois, sinalizar ter recebido garantias de que as mortes haviam cessado e que o foco passava a recair sobre o programa nuclear. Agora, com a nova ofensiva, o presidente afirma que pode ser “a única oportunidade em gerações” de transformar o equilíbrio de poder na região, trazendo questionamentos sobre o que isso representa para os próximos passos do cenário geopolítico.

Por outro lado, Netanyahu não ficou em segundo plano e reforçou a ideia de que a mobilização do povo iraniano não é apenas uma promessa de mudanças, mas um chamado à ação efetiva. A mensagem do premiê permanece alinhada ao tom de Trump: a hora de agir chegou, e nenhum setor do país deve ficar de fora desse movimento que ambos apresentam como libertador.

Em meio a esse choque de falas e planos, o que fica para o dia a dia é a sensação de que o Irã está diante de um momento decisivo, com o peso de escolhas que podem redefinir o equilíbrio de poder na região. Mas, no fim das contas, a pergunta que fica é: quais serão, de fato, as consequências concretas para os cidadãos comuns e para a estabilidade regional?

  • Objetivo declarado: pôr fim ao programa nuclear iraniano e derrubar o regime.
  • Riscos de baixas entre as Forças Americanas e entre civis no terreno da ação.
  • Influência de negociações diplomáticas interrompidas recentemente entre EUA, Irã e Omã.
  • Impacto político interno no Irã e repercussões para aliados da região.

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Jornalista

Sarah Martins

Jornalista especializada em lifestyle e decoração. Responsável por criar guias, tutoriais e reviews que realmente ajudam nas escolhas.

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