Maduro solicita arquivamento nos EUA por impasse sobre honorários

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Captured Venezuelan President Nicolas Maduro arrives at the Downtown Manhattan Heliport, as he heads towards the Daniel Patrick Manhattan United States Courthouse for an initial appearance to face U.S. federal charges including narco-terrorism, conspiracy, drug trafficking, money laundering and others in New York City, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Eduardo Munoz BEST QUALITY AVAILABLE TPX IMAGES OF THE DAY

Maduro pede rejeição do processo nos EUA por disputa sobre honorários advocatícios

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes em 5 de janeiro das acusações de tráfico de drogas que podem levá-los à prisão nos EUA por décadas

No dia em que o caso tramita nos tribunais americanos, o presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro pediu a um juiz dos Estados Unidos que rejeitasse o processo criminal que o envolve por tráfico de drogas, citando uma disputa sobre o pagamento de honorários advocatícios. Segundo a defesa, o governo dos EUA interfere na defesa ao impedir que o governo venezuelano financiasse a atuação jurídica de Maduro.

Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes em 5 de janeiro das acusações que podem resultar em décadas de prisão nos Estados Unidos, e permanecem detidos em Nova York, aguardando o desenrolar do julgamento.

Na linha de frente da defesa, o advogado de Maduro, Barry Pollack, ressaltou que, em 9 de janeiro, o Tesouro Americano concedeu uma exceção às sanções para permitir que o governo venezuelano pagasse os honorários, mas essa permissão foi retirada horas depois, sem explicação. Essa mudança, na visão da defesa, compromete o direito do réu a um advogado, conforme alegado na petição apresentada nesta quinta-feira.

Pollack também argumentou que o desenrolar da cobrança financeira prejudica a liberdade de Maduro de ser representado, citando a proteção da Sexta Emenda da Constituição dos EUA. A defesa sustenta que, sem esse financiamento, não é viável continuar a atuação do advogado.

Do outro lado, um porta-voz da Procuradoria de Manhattan que apresentou as acusações não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, mantendo o silêncio típico de casos ainda em fase processual.

A história também ganha contornos de bastidores com o que aconteceu em Caracas no início do ano. Forças especiais dos EUA capturaram Maduro e sua esposa em uma operação noturna de 3 de janeiro, após meses de pressão por parte do governo do presidente Donald Trump para que o líder socialista renunciasse. Os promotores sustentam que Maduro abusou do poder para favorecer traficantes de drogas ao longo de seus 13 anos no cargo.

No dia a dia, o que está em jogo é a forma como pressões políticas, sanções e recursos jurídicos se cruzam com casos criminais de alto perfil. No fim das contas, a disputa sobre quem paga os honorários pode influenciar não apenas o andamento do processo, mas também a percepção pública sobre a condução do caso em meio a tensões entre países.

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Jornalista

Mariana Silva

Personal organizer que adora soluções práticas para casa. Especialista em maximizar espaços pequenos com produtos inteligentes.

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