O apagão de 58 minutos que o Brasil inteiro acompanhará em 03/03

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O “apagão” de 58 minutos que o Brasil inteiro vai ver em 03/03

O eclipse lunar total de março de 2026 explica o suposto apagão geral e promete Lua de Sangue visível no Brasil

Neste 3 de março, o céu reserva um espetáculo que costuma despertar a curiosidade de observadores ao redor do mundo: um eclipse lunar total, conhecido popularmente como Lua de Sangue. A duração da fase de totalidade fica em torno de 58 minutos, tempo suficiente para acompanhar o satélite ganhando tonalidade avermelhada enquanto a Terra projeta sua sombra sobre ele. A janela de visibilidade varia conforme a região e as condições climáticas locais, especialmente em áreas com céu limpo e sem poluição luminosa. No Brasil, a fase total não ficará visível, mas o fenômeno ainda oferece pontos de observação para quem estiver acordado antes do amanhecer.

Mas o que é exatamente um eclipse lunar? Em termos simples, ocorre quando a Terra fica exatamente entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre o satélite e o deixe mais escuro. Existem três tipos: total (a Lua fica inteiramente encoberta pela sombra), parcial (apenas parte da Lua é coberta) e penumbral (a sombra é menos densa, deixando o brilho da Lua reduzido, mas menos perceptível). Esse conjunto de recursos forma uma sequência de eventos que pode durar algumas horas, com momentos de maior ou menor visibilidade conforme a posição relativa da Lua no céu.

Para o Brasil, o panorama é específico: a fase total não estará à vista. Na prática, as regiões Norte e Centro-Oeste poderão acompanhar o início da fase parcial por cerca de 10 minutos antes do amanhecer, quando a sombra da Terra começa a cobrir parte da Lua. Já as regiões Sul, Sudeste e Nordeste devem observar principalmente a parte penumbral, que tende a passar quase despercebida para o observador comum. Em termos de planejamento, isso significa que o ápice do eclipse completo não se verá daqui, mas o céu ainda reserva um show com a Lua apresentando variações sutis de tonalidade.

Entre as curiosidades do fenômeno, vale lembrar que eclipses costumam ocorrer em pares e, dependendo do ano, em temporadas que se repetem ao longo de meses. O próximo eclipse lunar total só deve ocorrer em 2028, o que aumenta o interesse de entusiastas e observadores casuais em acompanhar esse tipo de evento. Além disso, a cada eclipse surgem perguntas sobre o que exatamente observar, quando olhar para o céu, e como a Lua pode se transformar diante da luz do Sol, levando muitos a se perguntar sobre a relação entre fases lunares e a prática de observar o firmamento no dia a dia.

Onde estaremos olhando para encontrar a Lua de Sangue? O eclipse total tende a ser mais intenso em regiões bastante ao leste da Ásia, no leste da Austrália e na Nova Zelândia, bem como em áreas do Pacífico e do oeste da América do Norte. Nesses locais, a Lua assume a cor vermelha durante a totalidade e volta ao tom habitual logo após o fim do fenômeno. Na prática, a Nova Zelândia pode testemunhar a fase máxima logo após a meia-noite, já no dia 4, conforme o horário local.

Quando o eclipse começa em partes do leste da Ásia e no oeste/centro da Austrália, ele pode já ter início antes do nascer da Lua. Assim, quem estiver assistindo ao nascer da Lua verá a postalidade de uma elevação parcial, com a tonalidade vermelha surgindo à medida que a totalidade se confirma, mesmo que o início do fenômeno não seja plenamente perceptível para todos.

Para a parte leste da América do Norte e para o extremo oeste da América do Sul, o fim do eclipse acontece apenas após o pôr da Lua, o que coloca a Lua já baixa no horizonte durante as fases finais. Em outras palavras, quem acompanhar nesses pontos pode ter uma visão parcial do desfecho, com a Lua igualmente exibindo um brilho diferente à medida que se aproxima do horizonte.

Em outros mapas de observação, observadores da Ásia Central, do leste da América do Sul e áreas próximas podem ver apenas o eclipse parcial ou um leve escurecimento. Já na Europa, na África e na maior parte do Oriente Médio, a Lua fica abaixo do horizonte durante todo o evento, tornando impossível a observação nessas regiões.

Em resumo, trata-se de um evento de alcance global, com leituras regionais distintas: o céu inteiro ganha um clima de expectativa, mesmo que o Brasil não testemunhe a totalidade. Se você gosta de ficar de olho nas mudanças da Lua, este é um momento para observar com cuidado as fases de encobrimento, a tonalidade que se aproxima do vermelho e os horários que variam conforme o seu quadrante no planeta. E, no fim das contas, é uma oportunidade de refletir sobre como o céu nos presenteia com fenômenos que conectam todo o mundo em uma mesma noite de mistério e beleza.

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Jornalista

André Santos

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