Trump recusa derrubar regime, exige Cuba falida fechar acordo com EUA

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Trump descarta ação para derrubar regime, mas pede que Cuba “falida” conclua acordo com EUA

O presidente dos EUA descreve Cuba como uma nação falida e pressiona Havana para fechar um acordo com Washington, sem indicar uso de força. Enquanto isso, a Espanha anuncia ajuda humanitária ao país e o embargo norte-americano continua impactando a crise energética cubana.

Em meio a uma visita a bordo do Air Force One, o presidente norte-americano deixou claro que não vê necessidade de derrubar o governo cubano para avançar em questões diplomáticas. Trump afirmou que Cuba é uma nação falida e reforçou o desejo de que o país chegue a um acordo com os Estados Unidos, sem recorrer a operações de mudança de regime, algo que não seria necessário, na visão dele. Na prática, a mensagem foi de que o caminho para melhorar as relações passa por entendimento econômico e político, não por confrontos diretos.

Questionado sobre uma intervenção para derrubar o governo cubano, a reação foi direta: ele não acredita que essa saída seja necessária. Em contrapartida, a administração americana mantém pressão para impedir que o regime cubano amplie suas parcerias comerciais com outros países e, assim, contorne o embargo que persiste desde 1962. A situação econômica de Cuba está ainda mais delicada diante da redução do abastecimento de petróleo, especialmente depois que a Venezuela deixou de fornecer parte desse recurso, agravando a crise energética que já enfrentava o país.

Para enfrentar esse cenário, Havana adotou medidas emergenciais, com foco no racionamento de gasolina, na redução da jornada de trabalho nas repartições públicas para quatro dias por semana, na ampliação do teletrabalho e no ensino universitário a distância. O objetivo é conter a escassez e manter a população com serviços básicos funcionando, mesmo diante de restrições cada vez mais fluidas. No dia a dia, quem depende do combustível sente o peso dessas decisões.

A Espanha anunciou a abertura de ajuda humanitária a Cuba, com entrega de alimentos e itens de higiene de primeira necessidade, a ser coordenada pela ONU. O anúncio foi feito após uma reunião em Madri entre os chanceleres José Manuel Albares e Bruno Rodríguez, que discutiram a situação cubana após o endurecimento do embargo. A colaboração internacional surge num momento em que o país encara pressões externas, bem como dificuldades econômicas e sociais internas.

No Chile, o presidente eleito José Antonio Kast abriu um capítulo de críticas à ajuda que o governo de esquerda de Gabriel Boric planeja enviar a Cuba. Kast afirmou que não concorda com apoiar um governo que, segundo ele, mantém uma ditadura por mais de seis décadas, colocando o povo cubano em uma condição degradada e desumana. Ele reforçou que qualquer auxílio deve passar pela exigência de democracia, algo que, segundo ele, ainda não foi visto. A posição dele surge semanas após o anúncio de contribuição de US$ 1 milhão por parte de Chile para a ilha, por meio de fundos internacionais.

Além disso, outras frentes aparecem no radar: México, Espanha e Rússia também comunicaram apoio para ajudar Cuba a enfrentar a crise, sinalizando que o tema continua abalando as relações regionais e atraindo uma gama diversificada de atores internacionais. Com conferências, acordos emergenciais e debates diplomáticos, a situação na ilha permanece no centro das atenções, lembrando que o que acontece em Cuba reverbera no cotidiano de milhões de pessoas na região.

Antes de encerrar, vale destacar que as discussões sobre energia, embargo, ajuda humanitária e condições de democracia vão continuar ganhando espaço nos palcos internacionais. E, no fim das contas, leitores curiosos podem acompanhar as próximas movimentações para entender como cada decisão pode impactar o dia a dia cubano e as relações entre países vizinhos.

  • Medidas emergenciais cubanas para enfrentar a crise de combustível
  • Apoio internacional e debates diplomáticos em curso
  • Condições para a entrada de ajuda humanitária e critérios de democracia

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Jornalista

Lucas Almeida

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