Trump reconhece Corina Machado como presidenta da Venezuela?

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Trump reconhece Corina Machado como presidente da Venezuela?

Publicações nas redes sociais afirmam que María Corina Machado foi nomeada nova Presidente da Venezuela por Trump, na sequência da captura de Nicolás Maduro no início de janeiro.

Foi no começo do ano que a Venezuela voltou a chamar a atenção internacional, com uma operação que mudou o cenário no país. Na madrugada de 3 de janeiro, as forças armadas dos Estados Unidos teriam avançado sobre Caracas, numa operação militar para capturar o presidente venezuelano e a mulher dele, Cilia Flores. O ex-presidente Nicolás Maduro é acusado pela justiça norte‑americana de narcoterrorismo, conspiração para a importação de cocaína, posse de armas de fogo e dispositivos destrutivos, além de conspirar para a posse de armas. Maduro permanece detido, assim como a esposa, que está em Nova York à espera de julgamento. A notícia da queda do regime venezuelano gerou, de pronto, uma onda de desinformação em torno do tema, repetida em várias redes sociais. Além disso, já surgiam boatos sobre o que poderia acontecer a seguir.

Logo no dia 3 de janeiro, começaram a circular nas redes sociais boatos de que Donald Trump iria reconhecer María Corina Machado, a principal voz da oposição a Maduro, como Presidente interina do país. Para contextualizar, Machado – que venceu o Nobel da Paz em 2025 – tornou‑se a figura mais visível da oposição a Nicolás Maduro e ganhou destaque especialmente no verão de 2024, durante as eleições venezuelanas. Machado e seus apoiadores enfrentaram perseguição por parte do regime, chegando a viver escondida por meses para evitar a prisão. Donald Trump manifestou várias vezes a sua admiração pela liderança oposicionista, e Machado, nessa toada, chegou mesmo a sugerir dividir o Nobel da Paz com o presidente norte‑americano após a captura de Maduro.

Mas, na prática, não houve nenhum reconhecimento por parte de Trump. Em público, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Machado não possui o respeito dentro do país necessário para governar. No dia seguinte, Delcy Rodríguez, que já era vice‑presidente de Maduro, assumiu o posto mais alto do país, tomando posse em 5 de janeiro. No fim das contas, não houve confirmação de que Machado passaria a chefiar o governo venezuelano; a relação entre os dois líderes ficou apenas no terreno das declarações públicas e dos rumores que circularam nas redes.

Conclusão: não é verdade que Trump tenha reconhecido María Corina Machado como presidente interina da Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro. Apesar de uma relação cordial entre os dois, Trump deixou claro que Machado não teria o apoio interno necessário para governar naquele momento. A designação para o comando do país ficou com Delcy Rodríguez, que já vinha atuando como vice‑presidente. Em meio a tantas informações desencontradas, o que fica é a lembrança de que o cenário venezuelano segue incerto e carregado de desdobramentos que afetam diretamente o dia a dia de quem vive por lá e de quem acompanha a situação de longe, com curiosidade e preocupação ao mesmo tempo.

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Jornalista

André Santos

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