Lula e Janja deixam a Marquês de Sapucaí após mais de 8 horas de desfiles
Depois de mais de oito horas de folia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Sapucaí, no Rio de Janeiro, ainda na madrugada de segunda-feira. A primeira-dama acompanhou, mas não revelou participação oficial na festa.
Chegando ao camarote da Prefeitura do Rio por volta das 20h25 de domingo, Lula foi recebido pelo prefeito Eduardo Paes e por vários ministros, dando início a uma noite marcada pela mistura de celebração e protocolo. A primeira escola a cruzar a avenida foi a Acadêmicos de Niterói, em um enredo feito para reverenciar o chefe do executivo federal. No dia a dia do Carnaval, esse tipo de homenagem cria um clima de aproximação entre política e folia, e a atmosfera na Sapucaí não ficou para trás.
Ao longo da madrugada, o presidente permaneceu no camarote, circulando entre convidados e recebendo cumprimentos. Já na saída, por volta das 4h53, Lula acenou pela janela do carro aos apoiadores que o reconheciam pela multidão que o acompanhava pelas esquinas da avenida. No conjunto, o espaço reservado recebeu figura de peso, mas sem abrir espaço para entrevistas ou declarações à imprensa.
Entre os presentes, destacava-se um grupo ligado ao governo e à pauta institucional: Geraldo Alckmin, vice-presidente da República; Camilo Santana, ministro da Educação; Alexandre Padilha, da Saúde; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Gleisi Hoffmann, Relações Institucionais; Lindbergh Farias, deputado federal; Anielle Franco, Igualdade Racial; e Margareth Menezes, da Cultura. Também marcaram presença a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Todos evitaram falar com a imprensa durante a passagem pela Sapucaí. Lula, por sua vez, realizou a entrada e a saída sem atender a qualquer imprensa presente. Circulavam no camarote colegas de diferentes áreas do entretenimento e da política, como Denise Fraga, Humberto Carrão, Silvero Pereira, Paulo Vieira e Elisa Lucinda, que estavam entre os convidados. O empresário André Esteves, instituição do mercado financeiro, também passou pelo espaço para cumprimentar o presidente.
Em meio ao aparato de segurança e ao protocolo, houve, de acordo com o Palácio do Planalto, uma fiscalização para evitar qualquer uso de verba pública para participação em eventos públicos fora do horário de trabalho, sob a alegação de possíveis irregularidades de propaganda eleitoral. Nesse sentido, apenas a primeira-dama, Janja da Silva, foi liberada para desfilar, porém apenas como espectadora, já que não exerce cargo público. A decisão deixou claro que o governo procurou manter o foco na função pública e no ceremonial institucional.
No fim das contas, a noite foi marcada pela convivência entre o glamour do Carnaval e a dimensão política que sempre envolve visitas de alto nível aos eventos de grande expressão popular. A imagem final é a de um presidente que manteve o tom de celebração, sem abrir espaço para entrevistas, e de uma primeira-dama que acompanhou a trajetória do marido como espectadora, sem compor a participação oficial no desfile.