Flávio Bolsonaro defende CPMI para o Master e promete recolocar instituições em suas caixinhas
Filho de Bolsonaro critica a atuação da Polícia Federal e afirma que a PF nunca perseguiu ninguém durante o governo do pai
Em entrevista ao vivo, o senador Flávio Bolsonaro, hoje figura central do PL e pré-candidato à Presidência, deixou claro que é favorável a uma CPMI para investigar o Banco Master, ampliando o debate sobre a transparência de operações financeiras. A sinalização ganhou força numa leitura de cenário em que parte da base legislativa já se mostra aberta à criação de um colegiado específico para o caso. Além disso, o parlamentar reiterou que continuará assinando pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal, mantendo o tom confrontacional que marcou o último período.
No centro da fala, Flávio destacou um compromisso que costuma enfatizar: colocar as instituições de volta em seus papéis, ou, como ele disse, devolvê-las às suas caixinhas. Em entrevista ao programa Pânico, ele argumentou que esse retorno às funções originais é essencial para restaurar equilíbrio entre os poderes, e associou a ideia a respostas firmes para casos envolvendo o Master e também fraudes relacionadas ao INSS.
Ao falar sobre a atuação da Polícia Federal, o senador criticou o que chamou de excesso de vigilância, afirmando que, no governo de seu pai, a PF não perseguiu ninguém de forma injusta. “Enquanto o presidente era o Bolsonaro, houve um momento de calibração diferente”, declarou, sugerindo que a postura da instituição se alterou de maneira perceptível nos dias atuais. Ele ainda citou situações em que um parlamentar, que já teve histórico limpo, foi alvo de buscas por decisões que ganharam notoriedade na internet.
Na linha de ataque político, Flávio não poupou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reforçou a ideia de que criminosos não deveriam ter espaço no governo que ele apoia, insinuando, com perguntas retóricas, como certos indivíduos ligados a crimes graves poderiam votar no petista. Ao relembrar episódios de controvérsia envolvendo o governo anterior, o pré-candidato manteve o tom contundente que tem caracterizado suas falas públicas.
Além das posições sobre a CPI e a PF, o tema da confiabilidade institucional voltou a ganhar espaço, com o senador destacando a necessidade de um combate firme à fraude e à quebra de confiança que, segundo ele, pairam sobre o cenário público. No dia a dia, a leitura é simples para o público: decisões que preservem a normalidade institucional ajudam a reconquistar o pulso da democracia, sem abrir mão de cobrar responsabilidade de quem está no poder.