Prefeito de Camboriú critica candidatura de Carlos Bolsonaro por SC
Descrição
Em tom próximo ao editorial, o prefeito Leonel Pavan (PSD), de Camboriú (SC), manifestou reservas quanto à hipótese de o PL lançar Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina. Ele classificou a ideia como “uma loucura” e disse que trazer um vereador do Rio de Janeiro para disputar aqui seria tratar o estado como balcão de negócios, o que, segundo ele, desrespeita o eleitor catarinense.
No dia a dia da política local, Pavan sustenta que a atitude transmite a impressão de que Santa Catarina serve apenas como espaço para estratégias externas, sem considerar suas particularidades regionais. Alô, leitor, aponta ele, isso não dialoga com a realidade que a população enfrenta.
Apesar do tom crítico, o prefeito reconhece que a decisão de candidaturas cabe ao partido, mas lamenta o cenário de polarização. Para ele, esse tipo de disputa representa uma ignorância enorme que dificulta o debate público e empobrece o diálogo entre as forças políticas.
- Movimentação provoca atritos internos no PL em torno da disputa ao Senado por SC;
- Carlos Bolsonaro renunciou ao cargo de vereador do Rio e transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, com o objetivo de concorrer;
- Entre aliados do PL, há discussão entre apoiar Caroline de Toni para a segunda vaga ou considerar Esperidião Amin;
- Caroline de Toni envolveu-se em confrontos públicos com Carlos e Eduardo Bolsonaro nas redes sociais, com aliados defendendo seu nome em conteúdos divulgados em dezembro.
Vale lembrar que Pavan atuou como vice-governador de Santa Catarina entre 2007 e 2010, chegando a ocupar o governo estadual de forma interina após a renúncia do então governador. Além disso, ele é pai da prefeita de Balneário Camboriú, cidade onde Jair Renan Bolsonaro, irmão de Carlos, exerce seu primeiro mandato como vereador.
No fim das contas, o que fica é a leitura de que a definição pertence ao partido, mas é preciso acompanhar como esse embate se desenha dentro da relação entre a agitação partidária e o pulso local. A percepção de Pavan é de que a polarização não favorece o debate público nem aproxima soluções para a população.