Pesquisa Meio/Ideia aponta: 51,4% desaprova Lula e 46,6% aprova Lula

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Lula é desaprovado por 51,4% e aprovado por 46,6%, aponta pesquisa

A avaliação do presidente se mantém estável, com números próximos aos de janeiro e variação dentro da margem de erro, em estudo realizado no final de janeiro e início de fevereiro de 2026.

Num panorama que não traz grandes surpresas, a leitura da popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva mostra que o desgaste persiste, mas o retrato ainda não aponta mudança brusca de rumo. Segundo a leitura divulgada entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026, 51,4% desaprovam a forma como o presidente desempenha o cargo, enquanto 46,6% aprovam. A diferença fica dentro da margem de erro de 2,5%, reforçando a ideia de uma estabilidade na avaliação, já observada em janeiro (desaprovação de 50% e aprovação de 47%).

Ao dissecar a avaliação por área de atuação, o cenário fica mais conspícuo em algumas frentes. A segurança pública é o ponto mais delicado: 32,9% dos entrevistados avaliam a gestão como péssima e outros 19,4% a veem como ruim. Em contrapartida, apenas 14% consideram o governo como bom na área, e 23,3%regular. Em análise geral, o desempenho na segurança volta a ser um gargalo perceptível para quem avalia o governo.

  • Avaliação por área:
    • Economia: bom 24%, regular 22%, ruim 14%, péssimo 27%.
    • Segurança: bom 14%, regular 23,3%, ruim 19,4%, péssima 32,9%.

No campo da economia, o melhor desempenho aparece entre as leituras: 24% classificam o governo como bom, 22% como regular, 14% como ruim e 27% como péssimo. Já na percepção geral, a leitura sobre a continuidade no mandato também é ambígua: 51% dizem que Lula não merece a reeleição, enquanto 47% apostam que ele merece seguir no cargo.

Ao todo, o retrato é de continuidade, com com a maioria relativamente estável em torno da aprovação e desaprovação, sem grandes oscilações entre janeiro e fevereiro de 2026. A pesquisa apresenta ainda um conjunto de informações que ajudam a entender o humor do eleitorado diante de temas centrais da gestão cotidiana.

Os números refletem um cenário de avaliação voltado a outro ciclo eleitoral, já que o estudo traz, entre seus dados, um questionamento sobre a dignidade de Lula permanecer no cargo após as eleições de 2026. Em traços gerais, o leitor comum pode se perguntar: como isso se traduz na prática para quem acompanha o dia a dia da política?

Para quem busca entender o pulso da opinião pública, o quadro continua portando a mensagem de que não houve grande ruptura de percepção, apenas ajustes finos que mantêm a cena política em movimento constante.

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Jornalista

André Santos

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